A dragagem de manutenção dos portos paranaenses começou na última terça-feira (20). A draga chinesa Xin Hai Niu irá retirar, nesta primeira fase, 1,3 milhão de metros cúbicos de sedimentos, compreendendo a bacia de evolução e os berços. Além destas áreas, serão dragados ainda os canais de acesso ao Porto de Paranaguá e ao Porto de Antonina. O total de investimentos nas obras somam R$ 115 milhões que serão pagos com recursos próprios da Appa (Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina).
A obra irá restabelecer as profundidades do projeto geométrico original das áreas, na bacia de evolução a profundidade voltará aos 12 metros originais e nos berços, vai variar de 8,5 a 13 metros. O secretário de infraestrutura e logística, José Richa Filho, explica que a dragagem vai permitir que os portos do Paraná estejam aptos a receber navios maiores e que esses possam carregar em plena capacidade.
Na sequência dos trechos iniciais (áreas Charlie 1 e 2) serão dragados outros trechos da Bacia de Evolução do Porto de Paranaguá, o canal de acesso do porto e o canal de acesso ao Porto de Antonina. No total, são dez áreas abrangidas pela obra. O volume total a ser dragado é de 7.691.000 m³. O trabalho levará 11 meses para ser concluído.
Antes do início dessa dragagem, um monitoramento ambiental foi feito para indicar a situação prévia da área. Sobre a tramitação das discussões sobre o segundo lote de licitações dos portos que inclui áreas no Porto de Paranaguá, o ministro dos portos, Antônio Henrique Silveira disse que a análise está na fase final em Brasília.
Apesar de não ter delimitado datas, Silveira disse que as análises estão sendo concluídas. No caso de Paranaguá, a audiência pública realizada no último dia 21 de outubro, gerou mais de 1800 pedidos de revisão da proposta feita pelo governo federal.