
O estaleiro chinês Zhoushan Xinya iniciou o processo de modernização do “Maersk Halifax”, um navio porta-contêineres de 14.000 TEUs de propriedade da gigante marítima dinamarquesa AP Moller – Maersk. A embarcação passará a ser bicombustível para usar metanol.
Em outubro do ano passado, a Maersk e o construtor naval chinês assinaram esse que se tornou o primeiro projeto mundial de conversão de um porta-contêiner para duplo combustível. O fabricante alemão de motores MAN Energy Solutions foi contratado para modernizar o motor.
Em 8 de março, o estaleiro Zhoushan Xinya iniciou o processo de atualização com uma cerimônia de corte de aço.
A previsão é que a obra fique pronta no início de julho. Além da conversão, sofrerá reparos por um período de cerca de três meses.
“Combinado com uma série de máquinas de corte especiais avançadas e equipamentos de soldagem, o trabalho de preparação será feito de maneira ordenada. Nossa empresa tem a confiança necessária para realizar este projeto com alta qualidade e torná-lo modelo, fornecendo o modo Xinya de o reparo naval a nível mundial. Nosso esforço levará nossos sonhos para o futuro líquido zero”, disse o Zhoushan Xinya em nota.
A Maersk está planejando expandir o projeto de modernização para vários navios irmãos quando for realizar uma vistoria em 2027.
O projeto de conversão é o mais recente marco na estratégia da Maersk de adoção do metanol como parte dos seus esforços de descarbonização.
Em setembro de 2023, a Maersk batizou seu primeiro porta-contêineres movido a metanol, o “Laura Maersk”. E no início de outubro de 2023, a Hyundai Heavy Industries, da Coreia do Sul, lançou o primeiro dos 12 navios porta-contêineres movidos a metanol de 16.200 TEUs encomendados pela Maersk.
A Maersk encomendou um total de 25 porta-contêineres movidos a metanol dos construtores navais Hyundai Heavy Industries, Hyundai Mipo Dockyard e Yangzijiang Shipbuilding Group.
Fonte: Revista Portos e Navios