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Clippings - 09/01/24

Terceiro maior construtor naval do mundo recusa novas encomendas para porta-contêineres

A Hanwha Ocean, o terceiro maior construtor naval do mundo, decidiu parar de receber encomendas de navios porta-contêineres.

O estaleiro coreano suspendeu novas encomendas como política de gestão e estabeleceu um plano de negócios para este ano com base nesta decisão. A suspensão inclui não apenas navios porta-contêineres movidos a bunker como também unidades “ecológicas” equipadas com motores a metanol e GNL.

Os navios porta-contêineres têm sido a principal fonte de renda da Hanwha Ocean (fundada em 1973 como Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering, ou DSME), mas os preços começaram a cair há cerca de uma década. Na ocasião, as empresas chinesas, apoiadas pelo governo chinês, começaram a travar uma guerra de preços, o que levou a Hanwha Ocean a ter prejuízo.

O estaleiro recebeu 20 encomendas em 2021 e nenhuma em 2023. Segundo a Business Korea, um funcionário da Hanwha Ocean disse: “No ano passado, avaliamos se aceitaríamos ou não encomendas de navios porta-contêineres enquanto monitorávamos o mercado. Em 2024, decidimos não aceitar”.

A estratégia da empresa agora é uma aposta em encomendas de navios de alto valor. Para isso, decidiu reduzir nos próximos anos as suas atuais cinco docas de construção naval para quatro. Isso significa que a empresa não precisará de encomendas de navios menos lucrativos para manter ocupadas as suas instalações.

A líder mundial em construção naval HD Korea Shipbuilding & Offshore Engineering, que tem 17 docas de construção naval no total, e a segunda colocada Samsung Heavy Industries, com oito, também estão mudando seu foco para obter encomendas de navios de maior valor. Mas com as inúmeras plantas, não têm planos imediatos de suspender o negócio de navios porta-contêineres.

O mercado de construção de navios porta-contêineres tem sido dominado por construtores navais da China nos últimos anos. Em 2023, os chineses obtiveram 101 encomendas das 178 de navios porta-contêineres feitas por transportadoras globais. O número é superior ao da Coreia do Sul (51) e do Japão (24). A maioria dos pedidos encomendados aos construtores chineses foi de porta-contêineres de alto valor, movidos a metanol ou gás natural liquefeito e híbridos.

O suposto fracasso da Hanwha Ocean em obter rentabilidade no ano passado também é atribuído à sua agressiva política de captação de contratos de construção de navios porta-contêineres há três anos. Devido à inflação e ao aumento dos custos trabalhistas, a Hanwha Ocean teria perdido cerca de 10 bilhões de won (R$ 37.141.680,00) em cada navio porta-contêineres que entregou aos clientes em 2023.

Fonte: Revista Portos e Navios