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Clippings - 27/02/15

Terminais alfandegados de Suape ganham competitividade

Os terminais alfandegados do Porto de Suape já podem realizar operações com cargas de cabotagem em seus recintos e armazenar essas mercadorias por até sete dias. Antes, as mercadorias de rotas nacionais, principalmente as de projeto e, sobretudo, as grandes peças da indústria eólica e outras indústrias que movem cargas sobre dimensionadas, eram embarcadas ou desembarcadas dos navios diretamente para os caminhões e só podiam ficar guardadas em empresas de logísticas situadas fora da zona primaria portuária, diferentemente das cargas vindas do exterior (longo curso), que podiam ficar armazenadas nos terminais.

A nova regra que permite maior competitividade em Suape é da Alfândega da Receita Federal do Brasil no porto pernambucano. O modelo já ocorre no Porto de Vitória, no Espírito Santo. Para a realização das operações, os terminais precisam solicitar autorização ao órgão. Com a medida, as operações de cabotagem de grandes peças produzidas no Brasil serão mais ágeis em Suape, já que a logística envolverá menos caminhões e um maior ganho de tempo, uma vez que as mercadorias poderão ficar armazenadas nos terminais alfandegados esperando o embarque nos navios, ou após o desembarque.

Para Eduardo Razuck, diretor comercial da Localfrio, empresa que possui dois terminais em Suape, a nova liberação cria uma situação de competitividade para os operadores portuários, reduzindo os custos para a indústria. A Localfrio deve enviar nos próximos dias o primeiro pedido de autorização para a Receita Federal.