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Clippings - 01/06/17

Terminal de grãos movimentou R$ 7 mi em dois anos de operação

Em operação desde março de 2015, o Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram) se consolida como opção logística para o agronegócio.

Pouco mais de dois anos depois de ter entrado em operação (março de 2015), o Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), instalado na área do Porto do Itaqui, contabiliza a movimentação de 7,07 milhões de toneladas de grãos (soja, milho e farelo de soja) em 124 navios, com destino ao mercado exterior.

Com esse expressivo volume, o Tegram consolida-se como alternativa logística de exportação da safra de grãos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste,
sobretudo dos estados que integram a área do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), além de Goiás e o Nordeste de Mato Grosso.

De acordo com o Consórcio Tegram-Itaqui, formado pelas empresas Terminal Corredor Norte, Glencore Serviços, Corredor Logística e Infraestrutura e Amaggi
& LDC Terminais Portuários, em abril deste ano, o Tegram registrou movimento recorde de 726,5 mil toneladas de grãos, embarcadas em 11 navios. No acumulado do primeiro quadrimestre, a movimentação alcançou 1,28 milhão de toneladas de
soja e milho.

Diferenciais

Para o agronegócio brasileiro, o Tegram tem alguns diferenciais importantes.

Entre eles, destaque para o benefício de desafogar os portos das regiões Sudeste e Sul do país e sua localização estratégica, mais próxima dos principais
mercados da Ásia e Europa, que contribui para reduzir custos logísticos e agilizar os processos.

Estas vantagens competitivas tornam-se ainda mais relevantes à medida que o setor projeta para este ano uma safra recorde de grãos, envolvendo todas as
culturas, estimada em 232 milhões de toneladas (aumento de 24,3% sobre o ano passado), conforme levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A colheita de soja deve chegar a 113 milhões de toneladas e a do milho a 92,8 milhões de toneladas,

Investimento

No Tegram, as empresas consorciadas investiram na construção de quatro armazéns com capacidade estática de 500 mil toneladas de grãos (125 mil toneladas por armazém) e na montagem de toda a infraestrutura necessária para operar um berço
de atracação na primeira fase do projeto.

Para isso, incorporou equipamentos de alta tecnologia, como um shiploader para
carregamento de navios, com capacidade de embarque de 2,5 mil toneladas por hora; moegas rodoviárias com oito tombadores (dois em cada armazém), que permitem receber mais de 960 caminhões diariamente (totalizando 44 mil toneladas
descarregadas a cada 24 horas); e a moega ferroviária, que descarrega quatro vagões de forma simultânea, a uma taxa de 2 mil toneladas de grãos por hora (composições de 80 vagões tipo HFT, com capacidade líquida de 100 toneladas de
carga por vagão).

Segundo o consórcio, o projeto contempla ainda uma segunda fase, que permitirá dobrar a capacidade operacional, hoje superior a 5 milhões de toneladas de grãos ao ano, para volumes superiores a 10 milhões de toneladas/ano.

Para isso, estão nos planos de investimentos do consórcio a duplicação da linha de embarque para operar mais um berço de atracação, envolvendo a aquisição de um segundo shiploader, que permitirá uma taxa de embarque de 5 mil toneladas de
grãos por hora distribuídas em dois berços, operando de forma simultânea, e a ativação da segunda linha da moega ferroviária, permitindo a descarga de oito
vagões simultâneos a uma taxa de 4 mil toneladas por hora.