O Itaoca Terminal Marítimo, projeto para atender o setor de óleo e gás do país nas bacias de Santos e Espírito Santo, acaba de contratar a italiana Piacentini Tecenge do Brasil para fazer a construção do empreendimento. A base de apoio logístico offshore da Itaoca será localizada em Itapemirim, sul do Espírito Santo.
A decisão de contratar a Piacentini foi tomada após avaliações de tecnologias e processos construtivos de obras como a do terminal, disse Álvaro de Oliveira Júnior, diretor de operações da Itaoca Offshore. Segundo ele, a italiana tem larga experiência em obras offshore, visando principalmente garantir requisitos econômico, ambiental e social.
O terminal, idealizado em 2010 e formatado em 2012, foi na época orçado em R$ 45o milhões. O Itaoca é controlado por três grupos brasileiros de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro: Catalina Participações, BH Value Inn Negócios e Mauer Engenharia. Esses grupos contam com diversos investidores brasileiros.
A obra está com seis meses de atraso em relação ao cronograma original – início de outubro. A nova previsão, segundo o acordo com a Piacentini, é o começo do segundo semestre deste ano e está condicionada principalmente ao fechamento da estrutura de capital. “Mudou o cenário da economia e tivemos de nos adaptar a ele”, afirmou o executivo.
O Banco Modal atua como assessor financeiro da Itaoca para atrair sócios estratégicos e investidores institucionais para o terminal. “Já estamos conversando com potenciais sócios desde o início de 2014”, disse Leonardo Horta, diretor-executivo. Ele admite que, devido à situação delicada do país, todos estão mais cautelosos. O projeto vai também buscar financiamento do BNDES.
Definida essa questão – primordial para pôr o projeto de pé -, o prazo de execução da obra é estimado em dois anos. Assim, se tudo começar dentro do previsto, o Itaoca Offshore inicia operação no segundo semestre de 2017.
Segundo a empresa, o projeto já tem a licença de instalação do Instituto Estadual de Meio Ambiente (lema) do Espírito Santo. O próximo passo será a licença de instalação. O terminal é composto por área continental de 66o mil metros quadrados, que será ligada por uma ponte à área offshore (90 mil metros), 11 berços de atração simultânea e um cais de serviços.
A construtora vai adotar o método de estacas metálicas tipo prancha, perfis metálicos e estacas tubulares, que dá mais rapidez à obra. Ela será responsável pelas obras civis e de montagem da parte marítima do terminal, que é 8o% do investimento total.
A aposta do investidores se baseia na expansão da exploração de óleo e gás no país, com foco no pré-sal. Além da Petrobras – que vive uma crise interna e está com investimentos em revisão – outras multinacionais já atuam no país e são usuárias desse tipo de serviço.
O faturamento anual previsto do Itaoca é de R$ 250 milhões.