As novas máquinas para movimentação de minério de ferro e pelotas a serem instaladas no porto de Tubarão deverão ser operadas em maior escala de forma remota, algo que já se verifica hoje com alguns equipamentos do complexo. Esse modo de trabalhar é um dos focos da modernização de Tubarão, onde estão sendo investidos R$ 1,8 bilhão até 2015. Os novos equipamentos têm previsão de ser comandados à distância desde um centro de controle operacional instalado no edifício Hélio Ferraz, dentro do próprio porto.
O projeto de modernização dos equipamentos buscou tirar os operadores de bordo e levá-los para ambientes mais controlados onde eles terão uma atividade mais de análise do que braçal, disse Fábio Brasileiro, diretor de planejamento e desenvolvimento logístico e operações da Vale. Ele afirmou que o projeto prevê ainda a instalação de sensores nos pátios para evitar a colisões dos equipamentos. O objetivo é ter uma operação mais estável e segura, com resultado melhor, disse Brasileiro.
Um ponto importante nesta estratégia é o Centro de Engenharia Logística (CEL). Trata-se de um edifício instalado dentro do complexo de Tubarão para treinamento de profissionais a partir de ferramentas de última geração como simuladores. O CEL conta com simuladores de trens e de máquinas que recuperam e empilham minério nos pátios e também para os viradores de vagão, estruturas que servem para descarregar o minério de ferro dos trens. A novidade no CEL é a instalação de um simulador para descarregar carvão dos navios, o qual está previsto para começar a operar ainda este mês.
Valendo-se de recursos de realidade virtual, o equipamento simula o funcionamento dos descarregadores que funcionam retirando carvão dos navios, na importação, no Terminal de Praia Mole (TPM) dentro do complexo de Tubarão. A cabine do simulador, equipada com monitores de LED e controles (joysticks), considera diferentes cenários como operação noturna, condições adversas de clima e até restrições ou defeitos na máquina.
O CEL vem buscando formar o operador do futuro, disse Brasileiro. Até 2014, a Vale vai investir R$ 53 milhões no CEL. Há previsão de expandir as atividades do centro. O centro treina operadores juniors nos simuladores antes de os profissionais operarem nos pátios, evitando perdas de produtividade. O CEL também permite receber profissionais de países onde a Vale têm operações como Omí, Malásia e Moçambique.