
O reprocessamento sísmico Picanha 3D da TGS estabeleceu as bases para a PRIO chegar a marca dos 100 mil bpd em julho deste ano, segundo artigo assinado por Andrew Hartwig, gerente do Programa de Desenvolvimento de Negócios da TGS, publicado na sexta-feira (18). A campanha sísmica, iniciada em 2017, abrange uma área com mais de 150 mil km², incluindo 100 levantamentos sísmicos e 300 poços offshore.Segundo Thais Borba Santos, coordenadora de Geologia e Geofísica da PRIO, “o conjunto de dados inestimável reforçou a confiança na operação” e providenciou a inteligência de subsuperfície para auxiliar no posicionamento de poço da companhia, permitindo ultrapassar os 100 mil bpd na Bacia de Campos.A executiva afirma, no artigo, que o projeto de revitalização do campo de Frade foi bem-sucedido devido a uma “estreita colaboração e parceria robusta entre a TGS e a PRIO”, uma vez que a calibração precisa do modelo de velocidade permitiu que a sua equipe “obtivesse insights vitais de regiões do campo que antes não produziam”.Por fim, Santos ressalta que a PRIO e a TGS continuam alavancando a sua “forte sinergia e dedicação compartilhada” em outros ativos, enquanto novas oportunidades de exploração são trazidas ao mercado.Já Hartwig afirma que a revitalização de Frade “é um empreendimento único que servirá como modelo para outras oportunidades offshore no Brasil”, onde pesquisas sísmicas autônomas e complementares continuarão sendo utilizadas para fornecer “a mais alta solução tecnológica”, segundo o artigo.A antiga PetroRio alcançou a marca dos 100 mil bpd com o início da produção do poço ODP5 (“F23P3”), no campo de Frade. A atividade faz parte do Plano de Revitalização do campo, que possui, como objetivo, aumentar o fator de recuperação do ativo e atender às condições da ANP para a extensão da concessão até 2041.A conclusão da 1ª fase da campanha de revitalização e a antecipação da 2ª fase foi comunicada pela PRIO no início de março deste ano. A companhia estuda, ainda, a implantação de uma 3ª fase.Além de Frade (100%), a PRIO é operadora dos campos de Wahoo (64,3%), Albacora Leste (90%) e o cluster de Polvo/Tubarão Martelo (100%), todos na Bacia de Campos e, na fase exploratória, possui 60% de participação em Itaipu, também em Campos, e 100% nos blocos FZA-M-539 e FZA-M-254, na Bacia de Foz do Amazonas.