
A TGS e a CGG iniciaram nesta quarta-feira (4) a segunda fase da pesquisa sísmica marítima 3D na Bacia da Foz do Amazonas. A pesquisa, que irá cobrir 11.425 km², ampliará a sísmica 3D da região para fornecer dados adicionais para a exploração da bacia sedimentar. Os resultados antecipados estarão disponíveis no 4º trimestre de 2023, com os produtos finais disponíveis a partir do 3º trimestre de 2024.
Segundo o anúncio, os dados 2D que já existem e os outros dados 3D indicam presença de fairways deposicionais de reservatórios na bacia, se sobrepondo a um intervalo de fonte coexistente ao sistema petrolífero da Bacia da Guiana. Além disso, os estudos preveem um sistema de petróleo maduro no cretáceo inferior com uma distribuição extensa de reservatórios regionais.
“Com nossa liderança estabelecida em soluções de geociência e experiência inigualável na Margem Equatorial, abrangendo Guiana, Suriname e Brasil, nossos geocientistas aplicarão sua profunda visão regional e tecnologias de imagem de ponta, como FWI de atraso de tempo e migração de mínimos quadrados para fornecer os dados e imagens de alta resolução e alta fidelidade necessários para entender melhor essa bacia de fronteira”, disse no anúncio a CEO da CGG, Sophie Zurquiyah.
Em julho de 2022, a CGG iniciou o reprocessamento de Foz do Amazonas. A empresa também possui duas campanhas multicliente na região: a “Mini-Foz”, que cobre uma área de 750 m² na fronteira com a Guiana Francesa, em lâmina d’água que varia de 57 a 120 m, e a “FDA 3D”, levantamento de 11,3 mil km² que abrange vários blocos na bacia, em lâmina d’água que varia de 100 a 3,2 mil m. Já a TGS, por meio da Spectrum Geo (adquirida em 2019), conseguiu a renovação da licença, pelo Ibama, para uma pesquisa sísmica nessa mesma bacia.
Fonte: Revista Brasil Energia