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Clippings - 23/01/26

TGS e CGG se juntam visando adquirir sísmica no Amapá

Companhias querem adquirir, por meio de um projeto conjunto, dados sísmicos 3D offshore multicliente na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira. O Cade aprovou a formação de uma parceria entre as empresas para este projeto em específico

Navio de pesquisa sísmica Ramform Atlas, da TGS (Foto: Divulgação TGS)

O Cade aprovou, na quarta-feira (21), a formação de uma parceria entre a TGS e a CGG para combinar esforços em um projeto conjunto para adquirir, processar, comercializar e licenciar dados sísmicos 3D offshore multicliente na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira. A campanha foi denominada pelas companhias como “Projeto Amapá Águas Profundas Fase I”. 

Nos termos do Memorando de Entendimentos (MoU) não vinculante, celebrado entre as empresas no dia 15 de dezembro de 2025, a TGS e a CGG pretendem adquirir os dados sísmicos a uma distância mínima de 140,5 km da costa do município de Calçoene (AM), em lâmina d’água mínima de 200 m. 

O polígono da área da atividade apresenta um total de 81.665,97 km², sendo 58.717,58 km² referente à área de aquisição e 22.948,39 km² referente a área de manobra. O Porto de Belém, situado no município de Belém (PA), e o Porto de Vila do Conde, situado no município de Barcarena (PA), serão utilizados como bases de apoio logístico e portuário. 

De acordo com dados do Ibama, apenas uma embarcação sísmica será usada no projeto. Ela utilizará um arranjo constituído de 14 cabos sísmicos sólidos flutuantes, com extensão de 12 km e espaçados entre si por 150 m. 

Considerando o tamanho da área da atividade, o cronograma estimado para execução da campanha é de 900 dias (cerca de 2 anos, 5 meses e 19 dias). O projeto está em fase de avaliação do estudo ambiental e do RIAS (Relatório de Impacto Ambiental Simplificado), portanto a definição do seu cronograma depende da emissão da Licença de Pesquisa Sísmica.

Segunda as companhias, a parceria está restrita às atividades necessárias para o desenvolvimento do projeto conjunto, não abrangendo atividades em outras regiões no Brasil ou no exterior. Além disso, não envolve aquisição de ativos ou participações societárias, não havendo assim qualquer mudança nas estruturas societárias das empresas. 

“As partes continuarão a atuar de forma independente e em plena concorrência em relação a outras áreas no Brasil e no exterior”, continuam. 

Como justificativa para a parceria, a TGS e a CGG afirmam que o projeto representa uma forma de minimizar os riscos envolvidos na formação de uma biblioteca de dados da Margem Equatorial, em particular na Bacia da Foz do Amazonas. “A Margem Equatorial brasileira é uma das fronteiras ainda pouco exploradas, enfrentando grandes desafios de imageamento na geologia complexa da região. Por ser uma bacia de fronteira, a expedição para aquisição de dados sobre padrões climáticos, recursos naturais e condições oceânicas é de grande complexidade geológica e de alto risco para as partes”, declaram. 

O Cade entendeu que a parceria não possui o condão de acarretar prejuízos ao ambiente concorrencial.

Fonte: Revista Brasil Energia