
O Ibama deu sinal verde para a TGS avançar na aquisição sísmica 2D na Bacia de Campos. A campanha, prevista para 2022, mas ainda sem data para começar, irá cobrir 23 mil km de linhas 2D.
Trata-se de um projeto multicliente. Dada a proximidade, a TGS utilizará o porto do Rio de Janeiro como base de operações.
De acordo com o documento do Ibama, será empregada a embarcação sísmica BGP Pioneer. Mas o country manager da TGS, João Corrêa, afirmou que isso ainda não está definido.
“Esta é uma das questões ainda pendentes porque estamos estudando as janelas que nossos potenciais parceiros nos tem a oferecer. Uma certeza é a de que evitaremos a temporada da migração das baleias jubarte para a realização do projeto”, disse o executivo.
Planos para 2022
A TGS possui outros dois projetos. Com previsão de início em junho de 2022, a TGS pretende adquirir 114,26 mil km² de dados sísmicos 3D na Bacia de Pelotas, com distância mínima de 101 km do município de Laguna, em Santa Catarina. Três navios participarão das atividades, sendo um deles a embarcação fonte.
O outro projeto da companhia submetido ao Ibama em junho deste ano prevê a aquisição de 55,9 mil km² na Bacia de Santos, com início estimado para dezembro de 2021 e término em dezembro de 2023. A aquisição sísmica 3D com nodes será realizada em cinco fases consecutivas:
- Fase 1, cobrindo aproximadamente 11,47 mil km²;
- Fase 2, de 16,6 mil km², sendo 3,2 mil km² fora da Zona Econômica Exclusiva (ZEE);
- Fase 3, de 8,8 mil km² (389 km² fora da ZEE);
- Fase 4, de 11,7 mil km² (1,12 mil km² fora da ZEE);
- Fase 5, de 7,2 mil km².
A TGS utilizará o Porto do Rio de Janeiro (RJ) como base de apoio, com quatro navios participando da operação, sendo dois deles as embarcações fonte e de recepção.
Fonte: Revista Brasil Energia