
O Ibama deverá emitir até o final desta semana a licença ambiental para o projeto PAMA 3D, centrado na Bacia do Pará-Maranhão, disse o country manager da TGS do Brasil, João Corrêa, ao PetróleoHoje. Na última sexta-feira (17), o órgão concedeu o indicativo de emissão de licença, a última etapa burocrática antes de receber a licença.
O projeto PAMA 3D possui expectativa de durar quatro anos e abarcar uma área de 60 mil km². “Uma atividade de tão baixo impacto, a gente vai devolver muito conhecimento. Não só geológico, como conhecimento ambiental”, afirmou o executivo.
A mobilização para o início da campanha sísmica começará em dezembro. Ao ser perguntado sobre a embarcação a ser utilizada, Correa informou que ainda não há uma definição, mas há várias opções de navios na lista de candidatos a este projeto.
Também com início previsto em dezembro, a companhia realizará estudos e levantamentos ambientais, os quais são necessários três meses antes da aquisição sísmica acontecer. Para essa pesquisa ambiental, no primeiro ano, os investimentos serão entre US$ 8,5 milhões e US$ 9 milhões.
Tais atividades serão o mapa acústico da bacia, onde instalará sensores sonoros para medir os ruídos no mar antes, durante e depois da sísmica, monitoramento costeiro e o desenvolvimento de projetos de pesquisa em cetáceos e tartarugas.
Antes deste projeto, a TGS realizou a Fase 2 da pesquisa sísmica marítima 2D da Bacia Pará-Maranhão, a qual cobriu cerca de 8.375 km². Esta aquisição ocorreu com o objetivo de expandir a cobertura de uma área com mais de 25 mil km² dados 2D recém reprocessados, de acordo com dados do site da companhia.
Fonte: Revista Brasil Energia