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Clippings - 29/11/16

Tie-backs submarinos dominam projetos aprovados em águas profundas

A maior parte dos empreendimentos de grande porte em águas profundas aprovados em 2016 foram projetos do tipo subsea tie-backs to shore, com a ligação de uma nova área produtora a infraestrutura existente. O cenário reflete os menores patamares dos preços do barril de petróleo, que foram incapazes de sustentar o desenvolvimento de projetos stand-alone, com infraestrutura a partir do zero.

Também contribuíram para isso o fato de que muitas petroleiras que atuam no offshore já tinham uma carteira relevante de projetos montada nos anos anteriores, bem como o menor número de descobertas de grande porte registradas, que, pela maior escala, teriam viabilidade econômica.

“A maior parte das empresas de petróleo está aproveitando o tempo para otimizar os projetos e reduzir os custos planejados do empreendimento ou ao menos modularizar as expansões para trazer a produção online em um prazo mais curto, com um gasto menor de Capex”, explica o diretor da IHS no Brasil, Carlos Rocha.

Um exemplo recente foi o campo de Julia, operado pela Exxon, no Golfo do México (GOM), cuja produção foi iniciada em abril deste ano. O ativo foi ligado à infraestrutura existente do campo de Jack and St. Malo, que é operado pela também norte-americana Chevron.

Rocha estima que a operação em um cluster como o GOM ou a Bacia de Campos – que conta com bases de apoio, terminais, redes de dutos e refinarias próximas – pode ser até US$ 30/barril mais barata que a operação em stand-alone. “Por isso a Petrobras ainda tem muita vantagem para desenvolver projetos aqui que qualquer outra empresa estrangeira que tenha pouca operação”, observa.

Descobertas ao norte do Brasil

A DW acredita que há reservas que poderão ser desenvolvidas assim que o mercado se recuperar, e o preço do barril permitir. “Acreditamos que as operadoras desenvolverão essas descobertas a partir dos trabalhos conceituais e de front-end engineering durante a baixa, caso queiram estar adiantados quando as condições de mercado permitirem a aprovação dos projetos”, explicou a consultoria.

Entre as grandes descobertas em águas profundas feitas nos últimos anos, a DW cita a de Liza, na Guiana. Em junho, a Exxon anunciou que as reservas totais da área estavam acima do previsto, chegando a 1,4 bilhão de barris. A descoberta já aumentou o entusiasmo pelo país vizinho Suriname, onde recentemente a Petronas iniciou uma campanha de perfuração, além de ser uma das apostas do governo brasileiro para atrair interessados para a Margem Equatorial.