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Clippings - 17/05/13

Total amplia aposta no país após 14 anos

A francesa Total fez sua reentrada no Brasil ontem, ao investir cerca de R$ 350 milhões em bônus na aquisição de dez blocos em águas ultraprofundas em parcerias com a BP, Statoil e Petrobras, depois de ficar quatorze anos sem participar de nenhum leilão da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

A empresa participou apenas do primeiro, em 1999. A Total tinha somente duas áreas no país (o campo de Xerelete, na bacia de Campos, onde é sócia da Petrobras e o BM-S-54, com a Shell na bacia de Santos) e ontem se tornou operadora de seis blocos adquiridos. Outros dois serão operados pela norueguesa Statoil.

O consórcio formado pela Total, Petrobras e BP pagou ágio de 3.735% pelo bloco FZA-M- 57, na Foz do Amazonas, arrematado por R$ 345,9 milhões, em área que fica quase na fronteira com a Guiana Francesa.

Denis Palluat de Besset, diretor-executivo da Total, explicou que a volta dos investimentos se deve ao fato de o Brasil não poder ser ignorado. Não participamos de nenhuma Rodada depois da primeira porque não tivemos interesse no que estava sendo oferecido. Agora é diferente. O Brasil tem descobertas da Petrobras no pré-sal que fazem do país o maior no planeta do petróleo e gás, disse Besset ao Valor.

Agora, diz o executivo, não é possível para uma companhia internacional de petróleo, como a Total, estar fora do país. Nunca deixamos o Brasil, mas queríamos voltar a investir e passar de dois para doze blocos faz uma diferença enorme, observa. Mais áreas para operar vão significar mais pessoal contratado no país, mais investimentos e, principalmente, no longo prazo. Besset explica que ainda não existe orçamento de investimentos para 2013. A empresa vai perfurar um novo poço em Xerelete, na bacia de Campos, e segundo o executivo, se for seco deverá custar cerca de US$ 100 milhões, e se a empresa tiver sucesso, o custo subirá para US$ 200 milhões.

A Total tem 2,3 milhões de barris de óleo equivalente no mundo e opera no Oeste da África (Angola, Nigéria, Gabão e Congo) onde existem similaridades com a geologia da margem equatorial brasileira. Temos tecnologia e experiência que vamos trazer para o Brasil, ressalta Besset.