A petroleira francesa Total informou nesta sexta-feira (4/5) que nenhuma estrutura orgânica foi identificada no bloco FZA-M-57, na Bacia da Foz do Amazonas. No último dia 19 de abril, o MPF pediu ao Ibama que negue a licença ambiental para os blocos da Total na região após a descoberta de uma estrutura de corais na região pelo Greenpeace.
A Total alega que o poço previsto para ser perfurado no bloco fica a 28 km da estrutura de corais anteriormente identificada e 34 km da descoberta mais recente da organização ambiental.
A francesa opera cinco blocos na Foz: FZA-M 57, 86, 88, 125 e 127.
A petroleira teve os estudos de impacto ambiental da região rejeitados pelo Ibama em agosto do ano passado. Em despacho assinado pela presidente do Ibama, Suely Araújo, o órgão listou pendências apontadas em parecer técnico que impedem a emissão de licença e solicitou complementações.
“A modelagem de dispersão de óleo, por exemplo, não pode deixar qualquer dúvida sobre os possíveis impactos no banco de corais e na biodiversidade marinha de forma mais ampla”, afirmou a presidente no documento. Na ocasião, ela também destacou a necessidade de tratativas internacionais relacionadas aos potenciais riscos transfronteiriços no licenciamento da perfuração marítima e a interlocução com Guiana Francesa, Suriname, Guiana e Venezuela, além de arquipélagos caribenhos.
Fonte: Revista Brasil Energia