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Clippings - 12/08/14

Total encontra novos indícios de petróleo e gás em Xerelete

A Total encontrou indícios de petróleo e gás natural durante a campanha de avaliação do campo de Xerelete, na Bacia de Campos. Declarado comercial em 2007, o ativo passa por uma nova fase de investimentos, com objetivo de atestar a viabilidade de seu desenvolvimento e oportunidades no pré-sal.

Foram perfurados dois poços: um especial (9-XRL-1D-RJS) e outro cujo objetivo é investigar um potencial reservatório na camada pré-sal (6-BRSA-1222A-ESS). A campanha é conduzida com a sonda Norbe VIII, da Odebrecht Óleo e Gás (OOG), contratada pela Petrobras até 2021.

A Petrobras é sócia no campo – ao lado da BP – e era a antiga operadora de Xerelete, o que facilitou a utilização da Norbe VIII, após um acordo entre as petroleiras e a OOG. As companhias não divulgam a taxa de afretamento da unidade.

O poço 6-BRSA-1222A-ESS foi iniciado em abril e ainda não foi concluído. De acordo com dados da ANP, a profundidade medida superou 5,5 mil metros. Os primeiros indícios de petróleo foram identificados em maio e, esta semana, foram encontrados novos indícios de petróleo, desta vez, combinados com gás natural.

O plano preliminar de desenvolvimento de Xerelete (oriundo do BC-2) e de Xerelete Sul (BM-C-14) foi enviado à ANP em maio e encontra-se em análise na Superintendência de Desenvolvimento.

Procurada, a Total não detalhou os primeiros resultados da nova campanha, pois os trabalhos “para analisar os volumes recuperáveis de petróleo no campo e a viabilidade do seu desenvolvimento ainda estão em andamento”, informou a empresa, em nota.

Inicialmente operado pela Total, Xerelete foi declarado comercial sob operação da Petrobras, em 2007, em conjunto com Xerelete Sul. Em 2012, a francesa retomou a operação, sem mudanças no consórcio – Total (41,2%), Petrobras (41,2%) e BP (17,6%).

Em agosto de 2013, em entrevista à revista Brasil Energia Petróleo & Gás, o presidente da Total no Brasil, Denis Palluat, estimou que o volume necessário para viabilizar o desenvolvimento de Xerelete é da ordem de 300 milhões de barris e que resultados positivos podem viabilizar a produção a partir de 2020, por meio de um FPSO.