A Total estuda empregar até duas sondas, simultaneamente, na primeira etapa da campanha na Bacia da Foz do Amazonas, além de quatro embarcações de apoio. A empresa é operadora de cinco blocos na região, licitados na 11ª rodada, de 2013, com um compromisso mínimo de nove poços pioneiros.
As informações contam no processo de licenciamento ambiental da campanha, cujos estudos foram concluídos em março e divulgados nesta segunda-feira (20/7). A perfuração dos novos poços está programada para durar 23 meses, a partir de 2016 ou 2017.
Não só a Total, mas outras petroleiras que contrataram áreas na Foz do Amazonas estão enfrentando dificuldades para concluir os processos de licenciamento.
O estudo ambiental contemplou a utilização das sondas DS-4 (Ensco) e West Polaris (Seadrill), que são capazes de operar em lâminas d’água ultraprofundas – os poços da Total podem superar seis mil metros de profundidade. Contudo, as unidades podem ser alteradas futuramente e substituídas no processo do Ibama.
Atualmente, a West Polaris opera para a ExxonMobil, na Angola. A unidade está contratada até março de 2018, a uma taxa diária de US$ 653 mil, de acordo com os dados mais recentes da Seadrill. A ExxonMobil também é operadora de blocos da 11ª rodada, na Margem Equatorial brasileira.
A DS-4, por sua vez, estava contratada pela BP, no Brasil, e iria ser utilizada na campanha da petroleira britânica na Foz do Amazonas, contudo, a companhia antecipou o fim do contrato da sonda, que foi mobilizada este ano para o Golfo do México.
A Total opera os blocos FZA-M-57, FZA-M-86, FZA-M-88, FZA-M-125 e FZA-M-127 com 40% de participação, em parceria com a BP (30%) e a Petrobras (30%). A BP opera o FZA-M-59, com 70% e tem a Petrobras no consórcio com 30%. Já a ExxonMobil é operadora de blocos nas bacias do Ceará e Potiguar, também em águas profundas.
A logística de apoio prevista pela Total deve contar com quatro embarcações, sendo uma dedicada para resposta em caso de vazamento de óleo. A petroleira considera a contratação de bases de apoio marítimo em Belém, no Pará, e aéreo na mesma cidade ou em Oiapoque, no Amapá.