A Total deu início ao processo para aquisição de equipamentos submarinos destinados ao desenvolvimento do campo de Lapa, no pré-sal da Bacia de Santos. A companhia promove licitações para contratar linhas flexíveis e umbilicais para o empreendimento, cuja operação foi oficialmente assumida pela francesa este mês, após a conclusão de uma transação financeira com a Petrobras.
Entre os possíveis candidatos aos contratos de tubos flexíveis estão a GE O&G, NOV, TechnipFMC e a Prysmian, que também poderá concorrer ao fornecimento das linhas de controle, ao lado da MFX e Oceaneering.
Na parte de logística, a petroleira afretou, no fim de 2017, dois PSVs da Siem Offshore, que também poderão atuar como OSRVs, no caso de operações de contingência.
Recentemente a Total fechou um contrato com a Omni Táxi Aéreo para o transporte de passageiros e cobertura aeromédica em Lapa. Serão duas aeronaves do modelo H225, com capacidade para transportar até 19 passageiros, saindo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, com previsão de seis a nove voos semanais.
Na área de poços ainda não há licitações em andamento. A expectativa é que esses bids sejam abertos após o afretamento da sonda que fará a campanha de perfuração na região.
Originário do antigo bloco exploratório BM-S-09, o campo de Lapa está situado na porção central da Bacia de Santos, na direção do litoral do estado de São Paulo, a cerca de 300 km da costa e em lâmina d’água de 2,140 mil m.
O desenvolvimento inicial do campo se concentra na área Nordeste com a interligaçãode oito poços ao FPSO Cidade de Caraguatatuba, sendo quatro produtores e quatro injetores de forma alternada, água e gás – WAG (Water Alternating Gas). A plataforma começou a operar na área em dezembro de 2016.
De acordo com informações submetidas à ANP, o desenvolvimento da área Sudoeste do ativo demandará um projeto complementar cuja concepção inicial prevê linhas de longa distância conectando os poços da área ao FPSO.
Procurada, a Total informou que está atuando para acelerar o plano de desenvolvimento e otimizar a produção do campo, além de avaliar os serviços e equipamentos necessários para as próximas etapas do projeto.
“Os processos de concorrência (cujo andamento é confidencial) ocorrem em um ambiente de negócios favorável, tendo em vista a maior competitividade para a contratação de bens e serviços a baixos custos no mercado de óleo e gás”, declarou a petroleira via assessoria de imprensa.
A companhia acrescentou que planeja reiniciar a campanha de perfuração em Lapa este ano, com o objetivo de otimizar o potencial do campo e a sua produção, “priorizando a excelência operacional do ativo a custos competitivos”.
Além da Total, com 35%, Lapa tem como sócias a Shell (30%), Repsol-Sinopec (25%) e a Petrobras (10%).
Fonte: Revista Brasil Energia