A Total Energy Ventures, braço de novos negócios da petroleira francesa Total, adquiriu participação na United Wind, empresa que fornece turbinas eólicas pequenas para residências e negócios rurais nos Estados Unidos.
A United Wind instala, opera e faz a manutenção de turbinas eólicas de 10 a 100 kW por meio de um esquema de aluguel nos estados de Nova York, Colorado, Kansas e Minnesota. A energia gerada pode ser utilizada pelos clientes ou vendida para o grid. Com o investimento, a companhia francesa financiará a expensão da empresa americana.
“Este investimento aumenta a participação da Total em energias renováveis e permite com que a companhia explore as vantagens de soluções de energia em pequena escala”, explicou Jérôme Schmitt, vice-presidente executivo de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente da petroleira.
A companhia vem buscando diversificar os negócios para além do setor do petróleo. Recentemente, a petroleira francesa anunciou a reestruturação da organização corporativa, com a criação de três novas divisões, sendo uma compreendendo os segmentos de Gás, Renováveis e Energia; outra, Serviços Globais; e a terceira, de Recursos Humanos e Responsabilidade Corporativa e Social.
Além disso, a companhia já anunciou que pretende aumentar sua participação nos setores de energia solar e biocombustíveis, além de ampliar suas reservas de gás, por se tratar de um combustível menos poluente. Este ano, a Total anunciou a compra da Lampiris, empresa que fornece gás natural e energia de fontes renováveis para residências na Bélgica, e da Saft, fabricante de baterias.
Outra empresa que vem seguindo o mesmo caminho é a Statoil, que este ano criou a Statoil New Solutions, com objetivo de aumentar o portfólio de soluções rentáveis de energia renovável e de baixo carbono, como eólicas offshore e onshore, energia solar, armazenamento de energia, transporte, eficiência energética e redes inteligentes
Enquanto isso, a Shell questiona investimentos na área de gás. Nesta terça-feira (12/7), a anglo-holandesa informou que o consórcio formado com a PetroChina, a Mitsubishi Corporation e a Kogas decidiu adiar indefinidamente o prazo final de investimento de um projeto de GNL no Canadá.
Inicialmente, o prazo para a decisão era no final de 2016, mas a companhia afirmou que, mesmo com os incentivos do governo local, o ambiente na indústria permanece desafiador e tem restrições financeiras no momento.