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Clippings - 31/08/20

Total licita base para 2021

A Total contratará uma base de apoio logístico no Brasil para sua campanha de perfuração no bloco C-M-541, que será realizada em 2021, na Bacia de Campos. A petroleira colocou um bid no mercado recentemente, com entrega de propostas marcada para segunda-feira (31/8).

O edital exige que a base de apoio esteja pronta para operação no primeiro trimestre de 2021. Além da área, a empresa vencedora do contrato terá de fornecer uma planta de fluidos para ser instalada no local.

A Total solicita que sejam precificadas de três a cinco atracações por semana. Também é exigido que a base ofertada tenha área livre e coberta para estocagem de equipamentos, além de estações de trabalho para os técnicos da petroleira e o pessoal subcontratado.

A previsão de duração do contrato é de sete meses a um ano. A petroleira francesa não determina o local da base, mas, como a campanha será no norte da Bacia de Campos, especialistas acreditam que propostas focadas no Porto do Açu possam ter maior competitividade.

Executivos consultados pelo PetróleoHoje alertaram para o fato de que, em contratos desse tipo, o gasto extra com combustíveis imposto por distâncias maiores pode implicar em contas de cerca de até US$ 4 milhões.

A expectativa é que a concorrência da Total mobilize, direta ou indiretamente, grupos como a Brasil Port, Brasco, Dome, Technip, InterMoor e Porto do Açu.  A Total planeja assinar o contrato até o final de 2020.

Perfuração

A campanha da Total no C-M-541, área arrematada em 2019, na 16ª Rodada, prevê a perfuração de dois poços exploratórios – um no prospecto de Marolo 1 e outro em Ubaia 1, em lâminas d’água de 2,980 mil m  e 3,015 mil m, respectivamente. A petroleira estima que cada operação se estenderá por cerca de 100 dias.

A contratação da sonda para a campanha está em curso, em fase avançada de análise das propostas. A petroleira foi ao mercado para afretar uma unidade com capacidade de perfuração para 3 mil m e as propostas foram recebidas em meados de julho.

A disputa do contrato deve envolver a Transocean, Constellation, Seadrill, Valaris, Pacific, Maersk e a Ocyan. A petroleira quer contratar uma unidade de  7ª geração para a campanha.

O contrato de afretamento da unidade prevê a perfuração de dois poços firmes, com a opção de quatro extensões, que podem elevar o prazo total para cerca de um ano.

A Total não especifica data exata para o início da campanha, mas exige que a sonda esteja disponível para entrar em operação no período de janeiro a agosto de 2021.

A última campanha de perfuração da Total no Brasil foi executada pelo navio-sonda Valaris-DS9, da Valaris (ex-Ensco), que começou a operar no campo de Lapa, na Bacia de Santos, em junho de 2019, encerrando os trabalhos em abril.

Fonte: Revista Brasil Energia