unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 27/05/16

Total prevê aumentar 5% ao ano sua produção

A Total planeja um crescimento anual de sua produção de 5% até 2019, quando a taxa cairá para 2%. De acordo com a companhia francesa, o aumento a partir de 2019 será possível com investimentos entre US$ 17 bilhões e US$ 19 bilhões, dependendo de como o estiverem os custos do mercado. As metas foram divulgadas nesta terça-feira (24/5), durante a reunião anual dos acionistas da empresa.

A companhia explicou que pretende reduzir o crescimento de produção a partir de 2019 para atender melhor às necessidades futuras do mercado de óleo e gás e que focará nos ativos do seu portfólio que possam resistir às flutuações do mercado. A expectativa é reduzir os custos de produção em 35% até 2017 em relação a 2015.

Ao mesmo tempo, a Total ampliará suas reservas de gás e fomentará o crescimento do energético no mercado, por se tratar de um combustível menos poluente. A companhia se comprometeu a eliminar o flaring até 2030.

“Sim, ainda seremos uma major do setor de óleo e gás daqui a 20 anos, porque o mundo ainda precisará dessas fontes”, afirmou Patrick Pouyanné, CEO da companhia francesa.

A Total também pretende aumentar sua participação nos setores de energia solar e biocombustíveis, de modo a atender ao compromisso assinado por 195 países em Paris no ano passado para limitar o aquecimento global a 2ºC. Outro esforço da companhia para se adequar às mudanças climáticas será investir em pesquisa e desenvolvimento na área de estoque de carbono.

“A fim de definir nossas ambições para os próximos 20 anos, identificamos os desafios que temos hoje e os que teremos pela frente. Focamos em atender às demandas energéticas do população mundial, que está em crescimento; nas mudanças climáticas e das expectativas dos clientes”, explicou Pouyanné.

Em 2016, a Total planeja um aumento de 4% na produção, com a entrada em produção de cinco novos projetos. Ao todo, a companhia planeja investir menos de US$ 19 bilhões este ano, queda de 18% em relação aos US$ 23 bilhões de 2015, quando nove projetos começaram a produzir.

No mês passado, a companhia francesa anunciou uma reestruturação da organização corporativa. Foram criadas três novas divisões, sendo uma compreendendo os segmentos de Gás, Renováveis e Energia; outra, os de Serviços Globais; e a terceira, de Recursos Humanos e Responsabilidade Corporativa e Social.