Companhia francesa assinou uma Carta de Intenção com a Glenfarne para 2 milhões de toneladas por ano

A TotalEnergies assinou uma Carta de Intenção com a Glenfarne para exportar 2 milhões de toneladas por ano (MTPA) de GNL do Alaska LNG ao longo de 20 anos, segundo comunicado divulgado na quinta-feira (26). O contrato está sujeito à decisão final de investimento (FID) do projeto.
Para o presidente e CEO da Total, Patrick Pouyanné, o Alaska LNG está “muito bem-posicionado geograficamente” para melhor atender aos clientes asiáticos.
Em 2025, a TotalEnergies exportou 19 milhões de toneladas de GNL dos EUA. A empresa está integrada em toda a cadeia de valor do GNL, com ativos de produção de gás upstream no Texas e Oklahoma e offshore nos EUA.
Alaska LNG
O desenvolvimento do projeto foi dividido em duas fases. A Fase Um consiste em um gasoduto de 807 milhas e 42 polegadas para transportar gás natural da encosta norte do Alasca para atender às necessidades domésticas de energia do Alasca.
A Worley é a responsável pela engenharia final e pela estimativa de custo final para o gasoduto de GNL. A Glenfarne prevê que a engenharia e a análise de custo serão entregues até dezembro, levando a uma decisão final de investimento (FID) nesta fase do projeto.
A segunda fase do projeto adiciona o terminal de GNL e a infraestrutura relacionada, que permitirá 20 milhões de toneladas por ano (MTPA) de capacidade de exportação de GNL. O FID deve ser anunciado no final de 2026.
A Glenfarne tornou-se a principal desenvolvedora do Alaska LNG em março. A companhia pretende contratar 80%, ou 16 MTPA, do volume de 20 MTPA da Alaska LNG para financiar o projeto e agora conta com 13 MTPA sob acordos preliminares de longo prazo com Total Energies, Jera (Japão), Tokyo Gas (Japão), CPC Corp (Taiwan), PTT (Tailândia) e Posco International Corporation (Coréia do Sul).
O projeto do Alaska LNG foi mencionado durante uma conversa entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da Coreia do Sul, Lee Jae-myung. No diálogo entre os dois, Trump disse que pretende constituir uma joint venture com a Coreia do Sul no setor de petróleo e gás. O Japão também está envolvido no projeto.
Além disso, há um diálogo entre EUA e Coreia do Sul em relação aos hidrocarbonetos do estado do Alasca.
Sobre possível produção vinda do Alasca, o Bureau of Land Management (BLM), agência do Departamento do Interior (DOI, na sigla em inglês) dos EUA, abriu, em outubro, uma chamada para indicações e comentários sobre áreas disponíveis na Reserva Nacional de Petróleo do Alasca (NPR-A).
Novembro foi a data final que os interessados tiveram para enviarem suas considerações sobre as áreas. Será a primeira venda das áreas do Alasca desde 2019 e após a instituição do One Big Beautiful Bill, lei que contém políticas fiscais e de gastos do mandato atual do presidente Donald Trump.
O leilão das áreas do Alasca está previsto para acontecer no dia 18 de março.
Fonte: Revista Portos e Navios