
A TotalEnergies vai investir US$ 9 bilhões no projeto para o desenvolvimento de petróleo no Bloco 58, localizado no offshore do Suriname, informou a companhia em comunicado nesta quarta-feira (13). Os estudos FEED (Front End Engineering Design) deverão ser iniciados no final deste ano e a decisão final de investimento (FID) está prevista para ser tomada no final de 2024, de modo que o primeiro óleo seja extraído em 2028.A companhia confirmou a existência de aproximadamente 700 milhões de barris em recursos combinados das duas principais descobertas de petróleo da área (Sapakara South e Krabdagu), após avaliação concluída em agosto deste ano. Essas reservas, localizadas em lâmina d’água entre 100 m a 1 mil m, serão produzidas por meio de um sistema de poços subsea conectados a um FPSO com capacidade de produção de 200 mil bpd, que está previsto para ser alocado a 150 km da costa do Suriname.A antiga Total afirma que as instalações serão projetadas para “queima zero, com o gás associado totalmente reinjetado nos reservatórios”, e que continuará trabalhando em estreita colaboração com a Staatsolie, petroleira estatal do Suriname, para reforçar as ações a favor do conteúdo local durante as próximas fases de desenvolvimento e produção do projeto.“Este desenvolvimento está alinhado com a estratégia da TotalEnergies que visa o desenvolvimento de recursos petrolíferos de baixo custo e de baixas emissões, além de aproveitar a experiência da nossa companhia em projetos em águas profundas”, afirmou Patrick Pouyanné, CEO da TotalEnergies, segundo o comunicado.O anúncio foi feito após uma reunião com a participação de Pouyanné; do presidente do Suriname, Chandrikapersad Santokhi; e do CEO da Staatsolie, Annand Jagesar, em Paramaribo, capital do Suriname. “O Suriname está passando por um período econômico desafiador. Esse anúncio fornece a tão necessária perspectiva de desenvolvimento positivo para a nossa nação”, afirmou Santokhi, segundo o comunicado.O Bloco 58 é operado pela TotalEnergies com 50% de participação, em parceria com a APA Corporation (50%). Inicialmente, o FID para o desenvolvimento do bloco estava previsto para ser tomado em 2022, mas o registro de anomalias entre os dados de poço obtidos e os dados sísmicos “aumentou a incerteza sobre a espessura do reservatório e sua ocorrência lateral”, informou a Rystad Energy em novembro.Em dezembro, a assessoria de imprensa da TotalEnergies afirmou ao PetróleoHoje que o FID do Bloco 58 só poderá ser obtido quando for estabelecido um nível de recursos suficiente e economicamente viável, e que o projeto estava seguindo o processo normal de avaliação.