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Clippings - 10/08/21

TotalEnergies volta a perfurar no Brasil

Sonda Valaris Renaissance (DS-15) / Créditos: Valaris

TotalEnergies EP iniciará, nos próximos dias, nova campanha no Brasil. Os trabalhos serão realizados no campo de Lapa, no cluster de Santos, e no bloco C-M-541, localizado em águas ultraprofundas da Bacia de Campos, contemplando atividades de abandono de poços e de perfuração exploratória.

As duas campanhas serão executadas pelo navio-sonda Valaris Renaissance (DS-15), afretado da Valaris recentemente para operar pelo prazo de 400 dias. A sonda, que chegou ao Brasil em julho, já está a caminho de Lapa, sua primeira locação.

Inicialmente, o DS-15 fará um primeiro abandono de poço em Lapa. Por enquanto, não há confirmação sobre o número total de poços que serão abandonados no ativo.

Há possibilidade de as campanhas de Lapa e do C -M-541 serem executadas de forma intercalada. De início, o processo de contratação da sonda para o Brasil previa apenas a execução dos trabalhos exploratórios no ativo da Bacia de Campos. Durante o processo de negociação com a Valaris, no entanto, a Total Energies EP decidiu incluir a atividade de abandono de poços no projeto do cluster de Santos, ampliando o escopo do contrato de afretamento.

A atividade no campo de Lapa marcará não apenas o retorno da Valaris ao projeto do cluster de Santos, mas também a retomada de suas atividades no Brasil. A empresa de perfuração operou o DS-9 para a petroleira francesa de meados de 2019 a abril de 2020, executando campanha no ativo do pré-sal.

A campanha da TotalEnergies EP no C-M-541 incluirá a perfuração de dois poços exploratórios, sendo um no prospecto de Marolo 1 e outro em Ubaia 1, em lâminas d’água de 2,980 mil m  e 3,015 mil m, respectivamente. A projeção da IOC é de que cada operação se estenda por cerca de 100 dias.

O bloco C-M-541 foi adquirido pela TotalEnergies EP em parceria com a Qatar Petroleum, na 16ª Rodada, em 2019. O ativo é o único projeto exploratório da carteira brasileira operado pela petroleira, tendo em vista a recente decisão de devolver o CE-M-661, na Bacia do Ceará, e a estratégia de deixar a Foz do Amazonas.

As campanhas de Lapa e do C-M-541 marcarão não só a retomada das atividades da TotalEnergies EP e da Valaris, como a estreia da operação do navio-sonda DS-15 no Brasil. A sonda veio do México, onde estava operando para a CNOOC, especialmente para atender ao contrato da petroleira francesa.

O DS-15 chegou ao Brasil em julho, aguardando o processo de mobilização nas proximidades da Ilha de Pai e Mãe, em Niterói. As negociações entre a Total Energies EP e a Valaris para afretamento da sonda se estenderam por mais de seis meses.

O antigo contrato da TotalEnergies EP com o DS-9 previa possibilidade de extensão de afretamento para execução de campanhas de abandono de dois ou mais poços em Lapa. A petroleira optou por não exercer a prorrogação, interrompendo o contrato ainda na etapa de execução de trabalhos exploratórios.

Embora a Total não tenha revelado os motivos da estratégia naquela ocasião, a decisão foi atribuída à queda do preço do barril de petróleo e ao agravamento da pandemia de Covid-19 no Brasil. A extensão do contrato era dada como certa, até antes da crise.

O contrato original previa a perfuração de quatro poços exploratórios firmes em Lapa, sendo que a petroleira francesa executou apenas três perfurações. A campanha foi voltada à área Nordeste do ativo.

A TotalEnergies EP assumiu a operação do campo de Lapa no início de 2018, quando adquiriu 35% da participação da Petrobras por um acordo estratégico, assumindo, posteriormente, o restante da participação da petroleira brasileira. A companhia detém 45% de participação no ativo, tendo como sócias a Shell (30%) e a RepsolSinopec (25%).

Em operação de 2016, Lapa produz 65,6 mil boe/dia.

Fonte: Revista Brasil Energia