unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 15/05/13

Trabalhadores paralisam portos em Santos, no Rio e em Paranaguá

Sindicalistas dizem que governo não cumpriu acordo de contratações. Com o impasse para a votação da MP dos Portos, os trabalhadores dos portos de Santos (SP), Rio de Janeiro e Paranaguá (PR) paralisaram ontem à tarde suas atividades.

Eles alegam que o governo não cumpriu o acordo com as centrais sindicais de manter a contratação dos trabalhadores registrados no Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) nos novos terminais que serão privatizados.

A greve, que envolveu quatro mil trabalhadores em Paranaguá, cerca de sete mil em Santos e oito mil no Rio, acabou prejudicando o embarque e o desembarque de mercadorias.

Em Santos, o maior terminal da América Latina, segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo, dos 42 navios atracados até as 13h, pelo menos oito deles não puderam operar por falta de estivadores, e sete funcionaram com aparelhos mecânicos automáticos. Em Paranaguá, nove navios também não puderam carregar ou descarregar.

O presidente da Federação Nacional dos Estivadores, Wilton Ferreira Júnior, disse que a paralisação dos trabalhadores em protesto contra a MP dos Portos deve se ampliar gradativamente até alcançar todos os portos do país. Segundo o sindicalista, do total de portuários parados cerca de oito mil estão no Rio de Janeiro, onde a greve atinge 100% de adesão.

O presidente da Força Sindical, deputado Paulinho da Força (PTD-SP), disse que a greve é por tempo indeterminado. Ele se reuniu com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, mas disse que ela está irredutível, quanto à inclusão de uma brecha para que os trabalhadores dos portos organizados também possam trabalhar nos privados.