Os representantes dos trabalhadores portuários pediram ao governo federal uma discussão mais aprofundada sobre as mudanças introduzidas pela MP 595, que promove a reestruturação do setor. Os trabalhadores se reunirão amanhí em plenárias para definir se haverá greve ou não. “Todo mundo sabe que se estivador não quiser trabalhar, não tem como nem importar nem exportar nada”, disse o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, após reunião comGleisi Hoffmann, ministra-chefe da Casa Civil.Segundo ele, o novo sistema vai “matar” os portos públicos e irá prejudicar os trabalhadores no futuro. “Realmente, o governo não mexeu nos direitos dos trabalhadores agora, mas, na medida em que você tem um porto privado ao lado de um porto público, ele vai quebrar o porto público, porque o porto público tem um custo maior e todos os direitos dos trabalhadores serão perdidos”, disse. A Medida Provisória 595/2012, em tramitação no Congresso Nacional, deverá ser analisada até o dia 17 de março, quando começa a trancar a pauta. A matéria recebeu 646 emendas no Senado e será analisada por uma comissão parlamentar mista que deve ser instalada nos próximos dias.