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Clippings - 12/07/19

Trabalhos em Norte de Carcará avançam

A Equinor começou a realizar os primeiros Drill Stem Tests (testes de formação) em Norte de Carcará, área de partilha, localizada na Bacia de Santos. A campanha se estenderá até o fim do terceiro trimestre.

Os trabalhos contemplam dois testes em dois poços distintos. A petroleira norueguesa detalha os primeiros resultados, limitando-se a informar que os dados coletados são bons e confirmam as expectativas iniciais da área técnica.

A campanha é conduzida pelo navio-sonda West Saturn, da Seadrill, afretado pela Equinor desde o início do ano passado para operar em Norte de Caracará e Carcará. A unidade perfurou três poços nos ativos.

Até agosto, a Equinor definirá se estenderá, mais uma vez, o contrato de afretamento da West Saturn ou se interromperá as atividades da unidade. A petroleira já exerceu duas opções de extensão contratual.

A tendência é que a sonda seja liberada em outubro, quando serão concluídos os testes. A campanha de perfuração dos poços de desenvolvimento do projeto de Carcará só terá início em 2021. A Equinor vem conversando com sócios em outros projetos para tentar assegurar o remanejamento da sonda para alguma campanha.

O plano de desenvolvimento de Carcará prevê a produção do primeiro óleo entre 2023 e 2024. Inicialmente, como não há previsão de construção de malha de escoamento na primeira fase, a produção de gás do ativo será reinjetada.

A Equinor discute com o mercado os feeds (engenharia de pré-detalhamento) para o FPSO e o SURF (risers, umbilicais e flowlines submarinos) do projeto. O plano é concluir as contratações ainda em 2019, possivelmente em dezembro.

No caso do FPSO, as negociações são feitas apenas com a Modec e a SBM. A unidade será newbuild (casco novo), e, provavelmente, o modelo de contratação não será de afretamento. A previsão é que a planta de produção tenha capacidade para 220 mil b/d de óleo.

A fase complementar do projeto será colocada em produção três anos e meio depois e será focada na área de Norte de Carcará, adquirida na 2ª rodada de partilha de produção. Nesse estágio, a Equinor prevê o escoamento da produção de gás.

Carcará foi descoberto pela Petrobras em 2012 e adquirido pela Equinor em 2016. A petroleira norueguesa detém 40% de participação no ativo, em parceria com a ExxonMobil (40%) e a Galp (20%) – mesmo consórcio de Norte de Carcará.

Fonte: Revista Brasil Energia