unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 12/06/26

Tráfego aéreo na América Latina e Caribe cresce 1% em abril, com destaque para voos intrarregionais e desafios de custos

Em abril de 2026, o tráfego aéreo total na América Latina e Caribe atingiu 39,2 milhões de passageiros, conforme divulgado no relatório mensal da ALTA. O mercado doméstico representou 54,8% do total, enquanto o internacional concentrou 45,2%.

O crescimento regional desacelerou em relação ao primeiro trimestre do ano, quando as taxas mensais ultrapassavam 6%. Em abril, o aumento foi de 1% na comparação anual, abaixo dos 6,2% de janeiro, 6,6% de fevereiro e 6% de março.

O tráfego entre países da América Latina e Caribe (intraregional) continuou crescendo acima da média regional, com alta de 6,2%. Já o tráfego extrarregional teve uma leve queda de 0,4%.

Panamá destacou-se como principal motor do crescimento regional, com aumento de 14,3% e 1,86 milhão de passageiros, impulsionado principalmente pelo tráfego com os Estados Unidos (+12,9%) e mercados regionais como México (+21%) e Brasil (+17%).

O Brasil registrou crescimento mais moderado, de 1,8%, após altas expressivas no início do ano (10,3% em janeiro, 9,9% em fevereiro e 8,3% em março). Por outro lado, o México apresentou queda de 3,5% no tráfego total em abril, acumulando retração de 0,8% nos primeiros quatro meses de 2026. O mercado México-Estados Unidos registrou queda acumulada de 5,6%.

Os custos operacionais continuaram pressionando o setor na região. Em abril, os preços do combustível aumentaram 41% no Brasil e até 60% no México em relação ao ano anterior. Paralelamente, os preços dos bilhetes aéreos no Brasil subiram 23,2%.

Peter Cerdá, CEO da ALTA, destacou: “Em abril, o crescimento regional desacelerou para 1%, em um cenário de maior pressão sobre os custos. O combustível está 41% mais caro no Brasil e 60% mais caro no México do que há um ano. Ainda assim, o tráfego intrarregional cresceu 6,2%. Por isso, é fundamental a articulação entre governos e indústria para fortalecer e proteger a conectividade, que traz desenvolvimento e bem-estar à região, e mitigar as variáveis externas que pressionam o setor.”

Fonte: Aeroin.