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Clippings - 04/11/20

Transcocean perto de estender contratos em Mero

A Petrobras deverá estender os prazos de afretamento dos contratos do Deepwater Mykonos e Deepwater Corcovado, navios-sonda da Transocean que operam com dedicação exclusiva ao campo de Mero, no cluster de Santos. A proposta de manter as sondas contratadas até 2023 já foi estudada e aprovada pela petroleira brasileira, dependendo, no momento, apenas do aval da Shell, Total, CNPC e CNOOC, parceiras do consórcio de Libra.

A informação foi confirmada ao PetróleoHoje por fontes ligadas ao projeto de Mero, antecipando que a expectativa é de que o processo possa ser formalizado em breve. As duas sondas foram contratadas no início de 2019 pelo consórcio de Libra, começando a operar no final do mesmo ano.

O prazo firme do contrato de afretamento do Deepwater Mykonos é de 550 dias, expirando em 22 de maio de 2021. Já o Deepwater Corcovado foi contratado com prazo fixo de 680 dias, o que projeta seu término para três meses depois, no dia 22 de agosto.

Na prática, o consórcio de Libra delibera sobre a possibilidade de a Petrobras exercer o direito de extensão previsto nos dois contratos. No caso do Deepwater Mykonos, a opção de renovação é de 815 dias, ante o prazo opcional de 629 dias previsto no contrato do Deepwater Corcovado.

De acordo com as regras contratuais, a extensão é garantida à Petrobras, sem qualquer alteração de valor das taxas diárias firmadas na ocasião da assinatura dos dois contratos. O afretamento do Deepwater Mykonos foi firmado por US$ 235 mil/dia, enquanto o do Deepwater Corcovado por cerca de US$ 215 mil/dia.

As duas sondas atuam, prioritariamente, na perfuração dos poços de desenvolvimento da fase I de Mero. A primeira etapa definitiva de produção do campo de partilha está programada para entrar em operação em 2021, através do FPSO Guanabara, em processo de conversão pela Modec, na China.

Depois de concluído o trabalho da Fase I, as duas sondas passarão a perfurar os poços da segunda fase de desenvolvimento de Mero.

Bid de Mero

A provável extensão dos dois contratos da Transocean aumenta a expectativa do mercado de perfuração em relação ao desfecho da licitação em curso da Petrobras para afretamento de uma ou mais sondas de 2,4 mil m para Mero. A petroleira segue, há cerca de dois meses, em silêncio total, mesmo depois de receber as propostas comerciais da Constellation, Ocyan, Seadrill e Vallaris, qualificadas na primeira fase do processo.

O mercado teme que, diante da crise e da extensão dos contratos da Transocean, o plano de contratação de novas unidades perfuração possa estar sendo revisto. Inicialmente o consórcio de Libra falava em um número muito maior de FPSOs para o projeto do que os três já contratados até o momento.

Em meio ao cenário de incertezas provocado pela crise do preço do barril do petróleo e pelos cortes de investimentos das petroleiras, há rumores de que a consórcio de Libra estaria avaliando a possibilidade de não instalar um quarta unidade de produção na área, atualmente em processo de licitação. Sem qualquer sinalização sobre o futuro da licitação para o afretamento de uma ou mais sondas, o mercado de perfuração volta sua atenção para o processo.

Afora a dúvida sobre a real da demanda por novas sondas diante do atual cenário, há ainda incerteza sobre a continuidade da Seadrill no processo. A empresa de sondas norueguesa está temporariamente impossibilitada de participar das licitações da Petrobras, por ter tido o Grau de Risco de Integridade (GRI) revisto pela petroleira.

As quatro empresas apresentaram as melhores propostas na fase I, com preços não-firmes para a etapa “as is”, avançando para a fase de taxas diárias firmes, com a lista de especificações técnicas requeridas para as sondas. Algumas operadoras de sonda apresentaram mais de uma proposta.

O prazo contratual requerido no processo das novas unidades é de 425 dias, com possibilidade de renovação por até 655 dias. De acordo com os termos do edital, as novas unidades de perfuração contratadas na licitação teriam que estar disponíveis para operação em junho de 2021.

Fonte: Revista Brasil Energia