Apesar do lucro líquido ajustado do 4t25 ter caído 66,1% sobre o resultado de 3T25, empresa conseguiu reverter prejuízo anual de US$ 54 milhões que registrou em 2024, devido à melhoria na utilização das plataformas

A Transocean fechou o ano de 2025 com lucro líquido ajustado de US$ 37 milhões, revertendo o prejuízo de US$ 54 milhões que registrou em 2024, segundo o relatório financeiro divulgado na quinta-feira (19).
A receita anual apresentou alta de 12,5% frente a do ano anterior, indo de US$ 3,5 bilhões a US$ 3,9 bilhões.
Em relação ao quarto trimestre, o lucro líquido ajustado teve queda (-66,1%) frente ao 3T25, indo de US$ 62 milhões para US$ 21 milhões. A receita, por sua vez, teve alta de 1,5%, indo de US$ 1,028 bilhão a US$ 1,043 bilhão.
Segundo a companhia, o aumento está relacionado à melhoria na utilização das plataformas, parcialmente compensada por uma ligeira queda na eficiência de receita em toda a frota.
Como expectativa para 2026, a Transocean prevê a receita do 1T26 entre US$ 1,020 bilhão e US$ 1,050 bilhão. Para o ano todo, a expectativa é entre US$ 3,800 bilhões e US$ 3,950 bilhões.
O CEO da Transocean, Keelan Adamson, destacou que o principal objetivo da empresa em 2026 é superar as expectativas dos clientes, e a aquisição da Valaris se encaixa no programa.
“Clientes e investidores se beneficiarão da frota ampliada de plataformas de alta especificação e de um forte fluxo de caixa pro forma, que melhora nossa flexibilidade financeira, permite uma redução acelerada da dívida e investimento contínuo em nossas pessoas, ativos e tecnologias para aprimorar a prestação de nossos serviços”, disse Adamson.
A fusão das duas companhias foi anunciada no início de fevereiro. A transação foi avaliada em aproximadamente US$ 5,8 bilhões, e o closing está previsto para o segundo semestre deste ano.
A participação acionária da empresa combinada será de aproximadamente 53% para a Transocean e 47% para a Valaris, e o valor da empresa pro forma é de aproximadamente US$ 17 bilhões.
Com a fusão, a frota da Transocean poderá ser de 73 sondas, sendo 33 de águas ultraprofundas, nove semissubmersíveis e 31 plataformas autoelevatórias (jackups) – totalizando um backlog de aproximadamente US$ 10 bilhões.
Fonte: Revista Portos e Navios