
A Transocean assinou novo contrato de afretamento com a Petrobras para o navio-sonda Deepwater Mykonos, que já opera para a petroleira desde 2019. O negócio entre as duas empresas foi fechado na segunda-feira (25), envolvendo taxa diária acima de US$ 350 mil/dia, segundo informações de uma fonte.
O navio-sonda Deepwater Mykonos foi contratado para operar com dedicação exclusiva ao projeto de Mero, no cluster de Santos. O novo contrato entrará em vigor a partir de meados de 2023, tendo prazo de afretamento firme de 450 dias, com possibilidade de extensão por mais 250 dias.
O Deepwater Mykonos já opera no campo de Mero sob o regime de dedicação exclusiva. A Transocean mantém ainda na área o navio-sonda Deepwater Corcovado, que terá seu contrato encerrado também em meados de 2023.
Antes do negócio com o Deepwater Mykonos, Petrobras e Transocean firmaram, no início do ano, contrato spot para execução de um poço na área de Tayrona, no offshore da Colômbia, com a semissubmersível Development Driller III. A campanha já foi concluída.
No momento, a Transocean mantém sob contrato com a Petrobras três navios-sonda, o Deepwater Mykonos, Deepwater Corcovado e o Petrobras 10.000, afretados até 2023.
Mero
O novo contrato do Deepwater Mykonos é oriundo da licitação da Petrobras que buscava contratar duas sondas com dedicação exclusiva ao projeto de Mero para operação em 3 mil de lâmina d’água. O bid da petroleira foi lançado no final de 2021.
O plano inicial da Petrobras era de contratar duas unidades para substituir os contratos do Deepwater Mykonos e do Deepwater Corcovado. No momento, três sondas operam no projeto de Mero, trabalhando sob o regime de dedicação exclusiva.
Além do Deepwater Mykonos e do Deepwater Corcovado, o navio-sonda Norbe VIII, da Ocyan, também opera no campo. Os contratos dos navios-sonda Deepwater Mykonos e do Deepwater Corcovado venciam, originalmente, em 2021, mas a Petrobras optou por prorrogar os prazos de afretamento em 2020.
As campanhas de Mero são direcionadas à perfuração dos poços de desenvolvimento do projeto. Além dos poços que ainda restam ser interligados ao sistema de Mero 1, em produção desde abril de 2022, a Petrobras tem pela frente a execução das campanhas de perfuração dos projetos de Mero 2, Mero 3 e Mero 4, sistemas programados para entrar em operação em 2023, 2024 e 2025, respectivamente.
Os novos sistemas serão explotados pelos FPSOs Sepetiba (SBM), Duque de Caxias (Misc Berhad) e Alexandre Gusmão (SBM), todos com capacidade para produzir 180 mil bpd.
Fonte: Revista Brasil Energia