“Se as IOCs [petroleiras privadas] contratarem sondas para perfurar seus prospectos e a Petrobras seguir com as concorrências para repor contratos nos próximos trimestres, esperamos ver uma reversão do declínio da contagem de sondas vista nos últimos quatro anos”, comentou o executivo durante conferência com analistas.
A previsão de Thigpen está em linha com a estimativa da consultoria Bassoe Offshore, que acredita que a Petrobras demandará pelo menos 30 unidades no começo da próxima década, enquanto que IOCs precisarão de mais dez sondas.
Thigpen acrescentou que a presença de IOCs no país poderá gerar uma demanda por ativos de mais alta especificação, “o que seria ótimo para a Transocean”, assinalou.
A Petrobras tem hoje 23 sondas operando no Brasil, além de uma no exterior e três sub judice, sendo que metade desses contratos têm previsão de término nos próximos oito meses.
A Transocean é proprietária da Petrobras 10.000, que opera para a estatal no Golfo do México e deve retornar ao Brasil para iniciar um novo período contratual de um ano a partir de julho.
Além disso, a companhia opera a Transocean 706, cujo afretamento pela Petrobras está programado para se encerrar em outubro deste ano.
IOCs
Atualmente, além da Petrobras, somente a Statoil conduz uma campanha exploratória marítima no Brasil, com a Sonda WestSaturn, da Seadril. Ela está perfurando um poço de avaliação na área da descoberta de Guanxuma, no bloco BM-S-8, na Bacia de Santos.
Até o começo de 2019, a expectativa é que a francesa Total dê início a uma campanha no campo de Lapa, na mesma bacia. Shell, na área de Gato do Mato, e Chevron, no campo de Frade, estão entre outras petroleiras privadas que devem demandar sondas flutuantes em 2019.
Fonte: Revista Brasil Energia