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Clippings - 13/05/10

Transpetro critica custo e demora de reparo

Recentemente, o presidente da maior empresa brasileira de reparos navais – a Renave/Enavi, de Niterói (RJ), Paulo Rebelo, criticou a Transpetro, por dar apoio à construção naval e não a reparos no país. Disse Rebelo que os custos de construção no Brasil, embora mais altos, são aceitos pela estatal, mas, no caso de reparos, a política adotada é a de se realizar tais serviços na Ásia.

Citou Rebelo que, ao conseguir carga de ida e volta para navios de cabotagem em viagens à Ásia, a estatal cria um fator de desigualdade contra os estaleiros nacionais de reparação – eliminando a vantagem da proximidade.

A esta coluna , o presidente da Transpetro, Sergio Machado, respondeu que os custos de reparos, no Brasil, chegam a ser seis vezes superiores aos cobrados na Ásia e que uma diferença tão intensa não pode receber apoio da estatal.

– Se o preço fosse apenas um pouco mais alto, faríamos os reparos no Brasil, o que seria melhor para nós, mas não podemos pagar um preço exageradamente mais elevado – declarou Machado. Queixou-se também da demora para conclusão do serviço, o que impede a volta do navio à ativa, onde gera recursos.

Citou que o setor precisa evoluir em tecnologia e métodos. Afirmou que um estaleiro de reparos tem de operar ininterruptamente e que os estaleiros brasileiros trabalham apenas oito horas diárias.

Durante o lançamento ao mar do navio João Cândido, houve muitas ironias ao termo virtual – usado quando o estaleiro Atlântico Sul – que recebeu 22 dos 49 navios encomendados pela Transpetro, ganhou tais licitações antes mesmo de estar com sua base industrial pronta. Um folheto da Transpetro mostrou a fase de implantação e a atual, com os dizeres: Do Virtual ao Real. E o presidente do Sindicato dos Oficiais de Marinha (Sindmar), Severino Almeida, comentou, ao discursar, na presença do presidente Lula, que esse era o primeiro navio virtual do país.