A Transpetro planeja substituir sete navios afretados por meio de sua subsidiária internacional, a TI BV, assim que seus contratos chegarem ao fim, entre 2017 e 2020. A companhia decidiu não exercer as opções de compra estabelecidas nos contratos dos petroleiros Nordic Rio, Nordic Brasil, Nordic Spirit, Stena Spirit, Navion Stavanger, Navion Bergent e Navion Gothenburg, da Teekay Offshore.
Além dessas unidades, a TI BV possui em operação outras 11 embarcações, cujos contratos não preveem opção de compra. Todas as unidades foram afretadas a casco nu (bareboat charter party) entre 2002 e 2013, com taxas diárias variando entre US$ 16 mil e US$ 35 mil e prazo de vigência entre dez a 15 anos.
A Transpetro possui hoje 53 navios em operação e um em pré-operação, incluindo os 18 afretados (oito Suezmax, oito Aframax e dois MR DP). Em 2013 e 2014, a empresa vendeu os navios Avaré, Itaituba, Brotas, Carangola, Cantagalo, Itabuna e Rodeio para a Exin Inc.; Itamonte e Piquete, para a Providence Shipping Corp.; e os navios Guará, Bicas, Londrina e Itajuba respectivamente para a Alfa Ship Trading LLC, Tummel Ltd., Liberty Resources Inc. e Autumm Harvest Maritime Co.
Resultados
Em 2014, a Transpetro registrou faturamento bruto de R$ 8,931 bilhões, com receita líquida de R$ 7,725 bilhões, aumento de 17% em relação ao ano anterior. O segmento de terminais e oleodutos registrou receita líquida de R$ 5,572 bilhões (+ 19%), e as áreas de apoio marítimo e gás natural, R$ 1,48 bilhão (+ 12%) e R$ 673 milhões (+ 11%), respectivamente.
A empresa movimentou no ano passado 5,2 bilhões de barris de petróleo, derivados e biocombustíveis. O segmento de Gás Natural fechou o exercício de 2014 operando uma malha de gasodutos de mais de 7 mil km.
Investimentos
No ano passado, a Transpetro investiu R$ 1,686 bilhão, sendo 65% na aquisição de navios do Promef. Outros 28% foram destinados à manutenção da infraestrutura de dutos e terminais, 5% à modernização de navios (docagens) e 2% a outras atividades. Até 2018, a empresa planeja investir US$ 5,05 bilhões, priorizando aportes no Promef e na manutenção da infraestrutura na área de dutos e terminais.