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Clippings - 23/06/23

Transpetro trabalha para zerar emissões em seus terminais

Arquivo/Divulgação

Empresa pode replicar projeto piloto com uso de energia solar em instalação terrestre de Guarulhos (SP). Principal desafio será frota de navios, que ainda representa mais de 90% dos poluentes emitidos pelas atividades da empresa

A Transpetro pretende zerar as emissões em seus terminais, que hoje representam aproximadamente 7% dos poluentes emitidos pelas atividades da companhia. Os demais 93% ainda correspondem à atividade de navegação. A avaliação da companhia é que a implantação de fontes renováveis nos terminais é o principal passo para atingir o objetivo de neutralizar as emissões. A empresa possui um projeto piloto de uma mini usina de geração de energia solar no terminal terrestre de Guarulhos (SP) que pode futuramente ser replicado a outras unidades. O maior desafio, porém, será a renovação da frota de navios.

“Dando certo em Guarulhos, que é um grande terminal, vamos disseminar para todos os terminais do Brasil (…). A hora que conseguirmos colocar energia elétrica (renovável) no terminal, praticamente zeramos [as emissões]”, disse o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, em entrevista ao movimento ‘SOS Brasil Soberano’, ligado ao Sindicato dos Engenheiros do Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ), que foi veiculada na última semana.

Em relação à frota marítima, Bacci destacou que a empresa já conseguiu alguns resultados que melhoraram a performance dos navios existentes. A ideia é que os futuros navios venham dentro do conceito de embarcações verdes. “A Transpetro tem feito alguns movimentos. Nossos navios estão passando por transformações deixando-os menos poluentes. Ainda não é um navio ‘green’, mas são modificações que fazem, por exemplo, um cálculo de rota de navio que reduz o consumo de combustível, poluindo menos”, ressaltou.

Ele acrescentou, entre as soluções já implementadas na frota, a instalação de equipamentos no casco do navio para melhorar a performance no mar reduzindo consumo de combustível. Outra estratégia adotada foi a pintura dos cascos com tintas que fazem com que o navio tenha uma melhor performance no oceano.

Com as modificações já feitas em parte dos 26 navios próprios da frota, a Transpetro economizou o equivalente às emissões de dois navios pelo período de ano — como se, neste período, duas embarcações operassem com nível zero de emissões de poluentes. “Queremos que os projetos dos novos navios sejam com tecnologias já apontadas para tecnologia ‘green’. O mundo hoje se debruça na questão da descarbonização e teremos que estar focados nisso para que nosso projeto vá nesse sentido de descarbonização”, afirmou.

Fonte: Revista Portos e Navios