A Petrobras devolveu os blocos ES-M-411, ES-M-436 e ES-M-437, em águas rasas na Bacia do Espírito Santo. As concessões faziam parte do contrato BM-ES-27, da 7ª rodada, suspenso desde junho de 2010 por causa de dificuldades para obter o licenciamento ambiental junto ao Ibama.
A companhia não conseguiu perfurar os blocos e desistiu de cumprir os programas exploratórios mínimos (PEMs) das áreas, que previam um poço em cada ativo. A Petrobras operava os blocos com 65% de participação, em parceria com a Shell (17,5%) e a Vale do Rio Doce (17,5%).
A bacia perdeu prioridade com o novo plano de negócios da petroleira. Os projetos de produção em águas profundas no Espírito Santo foram adiados para além do horizonte do PN, que abrange o perãodo 2015-2019. Anteriormente, a companhia previa a licitação de um FPSO para o Parque dos Doces, com previsão do primeiro óleo em 2018.
Para-Maranhão
Outro processo de devolução concluído foi o da OGpar em cinco blocos nas águas rasas da Bacia do Pará-Maranhão. A companhia desistiu das concessões PAMA-M-407 (BM-PAMA-13), PAMA-M-408 (BM-PAMA-14), PAMA-M-443 (BM-PAMA-15), PAMA-M-591 (BM-PAMA-16) e PAMA-M-624 (BM-PAMA-17) após não conseguir licença ambiental para perfurar.
As áreas foram arrematadas na 9ª Rodada e eram operadas pela OGpar com 100% da concessão.