
A GranIHC, PetroJato e a Sisnergy saíram na frente no leilão reverso da Petrobras para contratação dos serviços de manutenção e integridade de um número expressivo de unidades de produção da Bacia de Campos. Com descontos médios girando ao redor de 29%, as três empresas apresentaram as melhores propostas para os quatro lotes da megalicitação, que contemplará mais de 19 plataformas e movimentar quase R$ 2 bilhões.
A GranIHC apresentou os melhores lances para os lotes 1 e 4, com lances finais de R$ 621,2 milhões e R$ 579,2 milhões, respectivamente. Já a PetroJato liderou o lote 2, ofertando preço final de R$ 165,1 milhões, enquanto a Sisnergy, empresa do grupo francês Vinci Energies, teve o menor lance no lote 3, com a proposta de R$ 592,2 milhões.
O valor de referência da Petrobras para os lances reversos era de R$ 869 milhões para o lote 1, R$ 234 milhões para o 2, R$ 835,00 para o 3 e R$ 824,00 para o 4. Além da GranIHC, PetroJato e a Sisnergy, outras empresas tentaram arrematar os megacontratos.
Alguns lotes da licitação chegaram a ser disputados por quase 20 empresas. Entre os grupos que participaram estavam a Ocyan, Heftos, CRS, Múltiplos Estaleiros, Mota-Gil, WM Manutenção e Reparos, Método Engenharia, AAS Júnior e Engeman.
O contrato do lote 1 é direcionado às plataformas P-18, P-19, P20, P-35, P-43, P-47, P-48, P-61 e P-63. Já o lote 2 contempla as unidades P-9, P-26, P-32, P-33 e P-37, enquanto o lote 3 tem foco na P-38, P-40, P-51, P-53 e P-56. Ao contrário dos demais, o escopo do lote 4 é aberto, não fixando previamente nenhuma unidade.
Os contratos de manutenção e integridade dos lotes 1, 2 e 3 são formatados sob o modelo de construção e montagem, no qual as equipes das empresas vencedoras ficarão embarcadas nas próprias unidades listadas no escopo. Já no lote 4, a campanha envolverá a utilização de um flotel da frota da Petrobras.
Algumas das plataformas contempladas no edital da licitação estão em processo de descomissionamento. As unidades definidas nos três 1, 2 e 3 estão instaladas nos campos de Marlim Sul, Marlim Leste, Marlim, Viola, Barracuda-Caratinga, Papa-Terra e Corvina.
A lista inclui semissubmersíveis (oito), FPSOs (sete), FSOs (três) e uma TLWP. A maior parte das unidades está em operação há cerca 30 anos, sendo que algumas chegam ultrapassam três décadas em produção.
Os contratos terão prazo de três anos, com possibilidade de prorrogação por mais dois anos. A Petrobras segue analisando as propostas técnicas e comerciais, sem formalizar o resultado final da megalicitação.
A expectativa é de que a Petrobras anuncie o resultado da classificação e o resultado da licitação na segunda quinzena de julho, ficando as assinaturas dos contratos para o período entre agosto e setembro. O prazo de mobilização de cada lote é de 90 dias, o que projeta o início de operação das campanhas para o final do ano/ início de 2022.
Fonte: Revista Brasil Energia