A Dock Brasil, especializada em reparos em dique flutuante, está pronta para operar seu terminal de uso privado (TUP), localizado em São Gonçalo (RJ). A empresa, que na última semana assinou contrato de adesão com o Ministério da Infraestrutura, afirmou que as obras da instalação estão finalizadas e que pode iniciar as operações na unidade. O terminal foi projetado e construído para suportar cargas pesadas, além das cargas normais. O dique flutuante da empresa foi construído com capacidade de transferir até três mil toneladas distribuídas em 60 metros.
Como a Dock Brasil também é estaleiro e o terminal tem capacidade instalada para cargas pesadas, a expectativa é apoiar e viabilizar a logística de empresas que atuam no mercado de equipamentos da indústria offshore. O diretor da DockBrasil, Carlos Boeckh, explicou que todo investimento do projeto já foi realizado, com recursos privados. “Nosso projeto já está finalizado e os investimentos realizados. A partir da finalização do processo de TUP, estamos aptos a operar como terminal. Estamos agora fazendo contato com possíveis interessados nos serviços”, contou. Boeckh acrescentou que a empresa já obteve todas as licenças e autorizações necessárias.
O terminal tem 210 metros de cais e pode realizar atendimento de logística para troca de turma, transferência de equipamentos, materiais e consumíveis. Com 20 mil metros quadrados de retroárea, o terminal também pode servir de estoque temporário enquanto aguarda a chegada das embarcações. Boeckh destacou que o calado de seis metros na maré zero permite atracação de vários tipos de embarcações. A Dock Brasil enxerga possibilidade de parceria com indústria de equipamentos para atendimento de montagem e logística de transferência para embarcações, bem como a logística de recebimento e manutenção de tubulações (risers), boias offshore e equipamentos diversos.
O TUP vai funcionar como base operacional para armadores com embarcações que atendem à indústria de O&G, com disponibilidade de escritório e infraestrutura. O espaço também terá área de armazenamento de equipamentos, peças e materiais que atendem embarcações e plataformas. Além do cais de atracação para embarcações fora de serviço, o terminal poderá executar serviços de conversão de embarcações em terra. Embarcações de menor porte como balsas e rebocadores poderão ser docadas no local.
O diretor da empresa ressaltou que toda a economia está sofrendo com a pandemia e o setor de petróleo e gás, em especial, por conta da questão da disputa internacional de preços do petróleo. Além da redução no curto prazo da demanda existe a dificuldade de fornecimento de matérias-primas e deslocamento de pessoas. A Dock Brasil espera uma retomada da demanda e regularização da cadeia de suprimentos a partir do último trimestre de 2020. “Nossa expectativa é que tenhamos um ano conturbado, mas com a continuidade dos projetos já iniciados e que, no ano que vem, tenhamos novas licitações e oportunidades”, projetou Boeckh.
Fonte: Revista Portos e Navios