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Clippings - 05/03/21

TUPs ampliam movimentação e alcançam 65% das atividades portuárias

A movimentação portuária de terminais de uso privado (TUPs) registrou crescimento de 3,7% em 2020. De acordo com o estatístico aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), foram movimentadas 760 milhões de toneladas, ante 733 milhões de toneladas em 2019. Já os portos organizados ficaram com 391 milhões de toneladas. O destaque nos números gerais foram os granéis líquidos, cujo volume de operações cresceu 14,8% na mesma base de comparação. O maior aumento no ano passado foi registrado pelo terminal de petróleo do Porto de Açu (T-Pet/T-Oil), no Rio de Janeiro, que movimentou 10,3 milhões de toneladas a mais (+53,2%).

Enquanto os TUPs movimentaram 760 milhões de toneladas, os portos organizados operaram 391 milhões de toneladas. “Em um ano tão atípico e difícil como 2020, o setor portuário se manteve resiliente e desempenhou papel decisivo no enfrentamento da crise sanitária, inclusive, para o transporte de insumos para a área de saúde”, destacou o presidente da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), Murillo Barbosa. Nos últimos 10 anos, a movimentação de carga nos TUPs cresceu quase 40%, ao passo que os portos organizados expandiram sua movimentação em 31,7% entre 2010 e 2020.

Durante o lançamento do estatístico da Antaq, o ministro da infraestrutura, Tarcísio de Freitas, destacou o crescimento da movimentação de cargas nos terminais privados nos últimos anos. “De 2014 para cá, com a explosão de investimentos, os TUPs tomaram relevância e apresentaram crescimento na movimentação de quase 40% nos últimos 10 anos”, comentou. Freitas acrescentou que houve um aumento de investimentos privados no setor. Ele citou o planejamento do governo para realizar 18 leilões este ano, além do processo de desestatização da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa).

O diretor da Antaq, Adalberto Tokarski, disse que 120 TUPs foram autorizadas pela agência reguladora e pelo poder concedente desde 2014, como efeito da Lei 12.815/2013. Nos últimos anos, ele observa incremento na movimentação de grãos em TUPs e em estações de transbordo de cargas (ETCs) autorizados principalmente na Amazônia. “Temos experimentado crescimento ano a ano e acima de 4% nos últimos cinco anos. Percebe-se que a infraestrutura portuária brasileira, ao longo últimos anos, veio se preparando e num ano de pandemia mostramos que estávamos preparados”, frisou Tokarski.

O diretor destacou que a evolução da movimentação dos TUPs para quase 70% da carga movimentada pelo setor portuário se deu, principalmente, em razão das commodities. Ele citou o terminal de Ponta da Madeira (MA), que movimentou cerca de 200 milhões de toneladas, além dos granéis líquidos, em grande parte movimentada por TUPs, como em Angra dos Reis (RJ) e São Sebastião (SP).

Tokarski também ressaltou os números de grãos que antes não apareciam de forma tão expressiva. “O grande crescimento da soja e do milho vêm pela movimentação de terminais privados, com destaque para o Arco Norte. Existem três portos robustos que movimentam fortemente em Barcarena (PA). E os TUPs vêm, ano a ano, crescendo a movimentação de contêiner, que em 2020 andou um pouco de lado”, destacou.

O ministro afirmou que, nos últimos anos, foram concedidas mais de 50 autorizações e termos aditivos para terminais privados que trouxeram investimentos e segurança para essas instalações cresceram em movimentação, em especial Arco Norte. “Eram três instalações portuárias em 2010, hoje são 21 e a tendência é crescer mais”, projetou Freitas.

Fonte: Revista Portos e Navios