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Clippings - 07/06/22

TUPs devem investir R$ 9,5 milhões em estudos de maré na Barra Norte

ATP projeta que levantamentos hidrográficos assumidos pelo setor privado devem levar 6 meses e vão contribuir com dados para melhoria da navegabilidade na região. Após término de testes com 11,75m, empresas aguardam homologação da Marinha para nova etapa de simulações.

Terminais de uso privado (TUPs) estão perto de assinar um acordo para investimentos da ordem de R$ 9,5 milhões em estudos de previsão de maré para melhoria da navegabilidade na Barra Norte do Rio Amazonas. O diretor-presidente da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), Murillo Barbosa, contou que o valor é referente à primeira fase de levantamentos hidrográficos voltados para o balizamento do Canal Grande Curuá, que fica a 70 milhas da Barra Norte, e que tem como obstáculos bancos de areia com deslocamentos frequentes.

“Depois [da primeira etapa], faremos o levantamento da área de espera, antes do arco lamoso, e o levantamento no arco lamoso. Os estudos devem levar em torno de 6 meses e permitirão termos uma navegação mais segura do que antes”, projetou Barbosa em entrevista à Portos e Navios. O período servirá para os trabalhos de campo e coleta de dados. O objetivo é embasar o processo para aumento de calado dos atuais 11,75 metros autorizados para 11,90m.

A portaria da autoridade marítima prevê testes de aumento de calado de 5 centímetros em 5 centímetros, até chegar a 11,90m, trocando de etapa após cada homologação. A etapa de testes com 11,75m de calado foi concluída e aguarda aval da Marinha para o início dos testes da fase seguinte. Barbosa acrescentou que, após as homologações, a realização dos testes também depende da disponibilidade e da programação de navios de dimensões maiores. Ele observa que, atualmente, a Cargill é a única empresa da região com navios com essas características de maior porte e que chegam para abastecer em Santarém (PA).

Barbosa ressaltou que os estudos não representarão aumento de calado, mas os resultados vão colaborar para melhorar a qualidade das informações e fornecerá dados para balizar o aumento de segurança da navegação local. “Esses estudos são importantes para todos que navegam. Para que isso se mantenha permanentemente, estamos conversando com a SNPTA [Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários] e Antaq [Agência Nacional de Transportes Aquaviários]”, adiantou.

O governo vai avaliar um estudo de viabilidade de concessão privada que possa dar continuidade aos estudos bancados pelas empresas do setor privado. “A concessionária teria obrigação de manter o balizamento adequado, fazendo os levantamentos necessários todos anos, o que daria cada vez mais segurança à navegação”, explicou Barbosa. A Barra Norte do Rio Amazonas possui tráfego crescente de grãos e de outras cargas.

A ATP identifica que, somente no Arco Norte, existem projetos para movimentação de grãos em Itacoatiara (AM), Barcarena (PA) e Aratu (BA). A avaliação é que o aumento do transporte de cargas pela região demandará a necessidade dos operadores utilizarem navios maiores para o transporte de grãos. A Barra Norte tinha limitação de 11,5 metros de calado, que passou para 11,7m recentemente e agora passa por testes para obter autorização para 11,9m. Os agentes estimam 13,30m como patamar para que navios Panamax possam passar totalmente carregados nessa localidade com segurança.

Fonte: Revista Portos e Navios