A Ucrânia comunicou nesta quinta-feira a retomada da importação de carne suína do Brasil, suspensas em março deste ano. A expectativa é de fechamento de negócios nos próximos dias.
O presidente do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina (Sindicarne), Clever Pirola Ávila, avaliou que somente à médio prazo será possível recuperar o nível anterior de vendas para a Ucrânia. Antes da suspensão, o Brasil exportava para aquele país entre 10.000 e 12.000 toneladas de carne por mês.O motivo desse demora é que, agora, a Ucrânia reabilitou apenas algumas plantas do Brasil.
Ao contrário do Japão, que comprará carne suína apenas de Santa Catarina (única área livre de aftosa sem vacinação), a Ucrânia negociará com vários Estados brasileiros.
O presidente do Sindicarne informou que, no momento, não há previsão sobre o volume de vendas de Santa Catarina. “A previsão de vendas para Ucrânia agora dependerá de uma combinação de preços de vendas para os mercados aos quais estamos habilitados. Mas, acredito que depende muito mais da Ucrânia em querer comprar do que do Brasil querer vender”, expôs.
Os produtos que a Ucrânia habitualmente compra são os cortes tradicionais de carne suína do mercado internacional. Os preços que a Ucrânia pratica não foram revelados, pois são dados confidenciais de cada agroindústria.
A Ucrânia suspendeu as compras em 20 de março deste ano e o motivo, segundo o governo ucraniano, teriam sido as analises microbiológicas em diversos containeres enviados pelo Brasil cujos resultados estavam fora dos padrões.
Clever Ávila observou que, se de um lado abrem-se novas perspectivas no comércio internacional, por outro, aumentam os custos de produção. A saca da soja de 60 kg está sendo comercializada a R$ 65,00 e, a de milho, a R$ 25,00. Esses são os dois principais insumos da nutrição animal e acompanham cotações internacionais e a valorização do dólar.