Plano da Perenco para projeto na Bacia de Campos prevê instalação de unidade flutuante de armazenamento e transbordo
A Perenco está finalizando o plano de desenvolvimento (PD) do Polo Nordeste, complexo que integra os campos de Pargo, Carapeba e Vermelho, em águas rasas da bacia de Campos. O documento será encaminhado para avaliação da ANP até a sexta-feira (17/7), solicitando a extensão do prazo de concessão dos três ativos até 2040.
Voltado ao período 2020-2025, o plano da petroleira prevê a instalação de um FSO (unidade flutuante de armazenamento e transbordo) no final de 2021 para garantir a exportação do óleo produzido no projeto e a realização de operações de intervenção nos poços já existentes. Também estão programados investimentos em infraestrutura de escoamento de gás natural.
O grupo francês já vem testando o mercado para verificar as opções de FSOs disponíveis para o projeto. Hoje, todo o óleo produzido no Polo Nordeste é escoado por uma rede de oleoduto da Petrobras até Cabiúnas.
As ações iniciais devem demandar investimentos da ordem de US$ 200 milhões no ativo, que deve atingir produção de 10 mil bopd a partir de 2022. No momento, apenas os campos de Pargo e Vermelho estão em operação, extraindo cerca de 4 mil bpd.
Não há previsão de perfuração de novos poços nos campos, pelo menos até o final de 2021. A estratégia é realizar uma campanha de perfuração na área depois que o FSO for instalado, o que permitirá que a comercialização do óleo deixe de estar atrelada à Petrobras.
A Perenco identificou novas estruturas não desenvolvidas que devem ser perfuradas e testadas futuramente. A depender das repostas aos investimentos feitos, o grupo estima que a produção do Polo Nordeste possa atingir volume entre 10 mil bopd e 20 mil bopd.
A Perenco adquiriu os campos do Polo Nordeste da Petrobras no final de 2018, por US$ 370 milhões, mas assumiu sua operação apenas ao final do ano seguinte. Em atividade desde 1988, o complexo conta com sete plataformas fixas.
De acordo com dados da Marinha do Brasil, há dois FSOs em águas nacionais: o Cidade de Macaé, da Modec, e a P-38, da Petrobras.
Fonte: Revista Brasil Energia