Um modelo estudado pela Petrobras para o desinvestimento em campos maduros terrestre pode incluir a venda de participação em uma subsidiária, a ser criada, especialmente, para absorver os ativos, nos moldes do que é estudado para a BR Distribuidora. A petroleira opera 202 campos, com produção de 130 mil barris/dia de petróleo e entrega de 2,9 milhões de m³/dia de gás em bacias maduras onshore.
O planejamento para a venda de ativos de produção – etapa que deve enfrentar resistências dentro e fora da Petrobras –, ainda não foi formalizado na alta administração, mas fontes confirmaram que a alternativa já é especulada internamente na companhia e entre possíveis interessados no mercado.
Oficialmente, a Petrobras não comenta o andamento da meta de desinvestimento, que prevê a liquidação de US$ 15,1 bilhões até o fim de 2016 e mais US$ 42,6 bilhões até 2018, perãodo que inclui, além da venda de ativos, reestruturações ainda não detalhadas pela companhia.
No mercado, já há movimentações de petroleiras nacionais e internacionais – as chinesas Sinopec e Sinochem têm demonstrado interesse no Recôncavo – em torno dos ativos da Petrobras em bacias maduras onshore.
A expectativa é de que áreas contenham oportunidades de upside, a partir de investimentos em recuperação de óleo e acréscimos de reservas, atualmente, não acessadas.
Considerando as bacias maduras, a maior província terrestre da Petrobras é a Bacia Potiguar, com 65 campos produzindo 50 mil barris/dia de petróleo (32%), seguida do Recôncavo, 38 mil barris/dia (29%) em 69 ativos.
As sub-bacias de Sergipe e Alagoas têm, respectivamente, 11 e seis campos em produção, totalizando 29 mil barris/dia. No caso da produção de gás, as regiões mais fortes são Recôncavo (1,4 milhão de m³/d) e Alagoas (0,8 milhão de m³/d).
A estratégia de separar segmentos de negócio em subsidiárias, com participação negociada no mercado já foi adotada pelo Banco do Brasil durante a administração de Aldemir Bendine, atual presidente da Petrobras. No caso do BB, envolveu os negócios de cartões (com a entrada da Cielo) e de previdência, com a criação e oferta pública de ações do BB Seguridade.