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Clippings - 17/08/15

Unitizações envolvem reservas de 25 bilhões de barris já em fase de desenvolvimento

Um estudo feito pelo Grupo de Economia de Energia (GEE) da UFRJ indica que existem de 20 bilhões a 25 bilhões de barris de petróleo distribuídos em campos que vão demandar acordos de individualização da produção. “São campos que vão entrar nos próximos anos e ainda não está claro como serão feitas as unitizações no Brasil”, avalia o professor do programa de Planejamento Energético da COPPE/UFRJ, Alexandre Szklo.

Szklo participou de um seminário no Rio de Janeiro, realizado nesta sexta-feira (14/8), para discutir o futuro da indústria petrolífera no Brasil, junto com outros acadêmicos e executivos do setor.

A preocupação quanto aos processos de unitização foi compartilhada pelo vice-presidente de Relações Institucionais da Statoil, Mauro Andrade, que citou uma estimativa de que 50% a 60% de todo o óleo a ser produzido em 2020 virá de ativos nesta situação.

“Ainda não temos uma regulamentação muito clara sobre isso. Em cinco anos, metade da nossa produção vai vir de campos que precisam ser unitizados e não temos o marco regulatório adequado para fazer isso”, avaliou Andrade.

São casos como as áreas de Sépia, Lula e Sul de Lula e dos campos provenientes de Iara e Entorno de Iara, que vão receber seis das 20 novas unidades de produção entre 2016 e 2020, além de Libra, Sul de Sapinhoá e Búzios.

Ao todo, a PPSA identificou 19 áreas passíveis de unitização devido à extensão de reservas para áreas não concedidas no polígono do pré-sal, dos quais 16 processos estavam previstos para começar entre 2014 e 2015.

Andrade comentou este tipo de situação trás inseguranças também para novos negócios de farm-in, no país. “Se a Statoil resolve vender um campo no Brasil que tem uma questão de unitização, como vou atrair um investidor para entrar no país se não sei como as regras serão aplicadas”, exemplificou o executivo.