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Clippings - 12/01/17

UPGN deve atrair consórcios

As empresas estrangeiras que foram convidas pela Petrobras para participar da licitação que pretende retomar a construção da UPGN do Comperj poderão se associar entre si ou com outras EPCistas, desde que não figurem na lista de bloqueio cautelar da empresa. Esta é a principal saída enxergada por executivos ouvidos pela Brasil Energia Petróleo para diluir os riscos com a retomada do projeto.

A Petrobras vai agora promover uma pré-qualificação dos concorrentes, o que pode diminuir o número de participantes na licitação. Toda a licitação é realizada por meio eletrônico. Os convites foram emitidos na última semana. Como a concorrência é internacional, as empresas poderão construir os equipamentos fora do país. Não há requisito de conteúdo local para nenhum dos itens.

O convite para a concorrência já era esperado pelo mercado desde meados do ano passado. Algumas empresas já enxergam dificuldades para conseguir tocar o projeto.

A unidade, inclusive, é fundamental para escoar o gás natural produzido pelas áreas da cessão onerosa, que devem começar a produzir com o FPSO P-74, previsto no atual plano de negócios para este ano.

O saldo da obra a ser executado, segundo o diretor da Petrobras, Roberto Moro, é de cerca de RS$ 2 bilhões, o que representa 70% do projeto original, tocado pelo consórcio formado pelas empresas Queiroz Galvão, Iesa e Tecna (o QGIT), que chegou a receber R$ 500 milhões pela obra. O prazo de execução previsto na licitação é de 29 meses.

A Petrobras move uma ação contra o consórcio para tentar se ressarcir dos prejuízos ocasionados pela rescisão do contrato e garantir a utilização dos equipamentos já comprados. Ainda não há um levantamento da lista de equipamentos, mas segundo Moro o aproveitamento poderá trazer reflexos para a redução do custo da obra.

“Temos uma visão bastante diferente de que só chamamos empresas estrangeiras. Convidamos empresas brasileiras, cuja propriedade pode ser de capital estrangeiro, mas são empresas sediadas no país, que produzem emprego e renda nosso país e, portanto, para todos os efeitos das leis brasileira são empresas brasileiras, e também empresas estrangeiras porque nosso objetivo é ampliar o número de possíveis participantes dessa concorrência e, com isso, melhorar a capacidade de competição com reflexos positivos nos preços”, afirmou o presidente da Petrobras, Pedro Parente, durante café da manhí com a imprensa, nesta quarta-feira (11/1).