País vai liderar negócios associados a novos projetos de produção offshore na América do Sul, prevê Rystad Energy
Novos projetos de produção offshore no Brasil devem movimentar aproximadamente US$ 11 bilhões em contratos este ano, segundo levantamento da Rystad Energy. O país dominará o cenário na América do Sul, com oito entre os dez principais empreendimentos a serem aprovados na região em 2019.
O volume estimado considera contratos de manutenção e operações, serviços de poços e commodities, perfuração, EPCI (Engenharia, Suprimentos, Construção e Instalação), subsea e sísmica.

Jubarte é o projeto com potencial para movimentar o maior montante, da ordem de US$ 2,3 bilhões. O campo faz parte do projeto integrado de Parque das Baleias, que começará a produzir em 2022.
Para o mesmo ano está previsto o primeiro óleo de Mero 2 (US$ 1,7 bi), cujo FPSO está sendo licitado e que teve recentemente seus serviços de interligação submarina (SURF) contratados à TechnipFMC.
Na sequência estão Búzios V (US$ 1,6 bi), Itapu (US$ 1,4 bi), Revitalização de Marlim 1 (US$ 1,3 bi), Revitalização de Marlim 2 (US$ 1,2 bi), Atlanta (US$ 1,2 bi) e Neon (US$ 350 milhões).
Dentre esses projetos, o de Búzios V é o único com primeiro óleo previsto para 2021. O FPSO que produzirá na área está sendo negociado pela Petrobras com a Modec.
Os FPSOs de Marlim 1 e 2 também estão em licitação. O primeiro terá capacidade para produzir 80 mil bopd e comprimir 7 milhões de m³/d de gás e o segundo, 70 mil bopd e 4 milhões de m³/d de gás. A previsão é que Marlim 1 comece a produzir em 2022 e Marlim 2, em 2023.
A plataforma de Itapu ainda não teve processo de aquisição aberto pela Petrobras. O primeiro óleo do campo, que tem volumes in situ de petróleo da ordem de 1,3 bilhão de barris, está programado para 2023.
Operado pela QGEP, o campo de Atlanta está sendo testado via Sistema de Produção Antecipado (SPA) com o FPSO Petrojarl I (35 mil bopd). O sistema definitivo terá capacidade para produzir 100 mil bopd, de acordo com o plano de desenvolvimento do campo aprovado pela ANP.
A lista de projetos brasileiros é completada pelo campo de Neon, da Karoon, que tem até julho para apresentar o plano de desenvolvimento do ativo à agência reguladora.
Fonte: Revista Brasil Energia