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Clippings - 15/03/17

US$ 115 bilhões em fusões e aquisições em apenas um dia

O dia 9 de março de 2017 foi marcado pelo anúncio de quatro grandes fusões e aquisições no setor de óleo e gás, que somaram US$ 115 bilhões. A maior parte dos negócios ocorreu no segmento de não convencionais.

Duas transações foram anunciadas pela Shell, que vendeu negócios em areias betuminosas no Canadá para CNRL, por US$ 8,5 bilhões, e se juntou com a CNRL para comprar parte dos negócios do mesmo segmento da Marathon Oil, por US$ 2,5 bilhões. Por sua vez, a Marathon comprou novos ativos de tight oil, na Bacia de Permian (EUA), por US$ 1,1 bilhão, enquanto a ExxonMobil anunciou um acordo com a Eni no valor de US$ 2,8 bilhões para entrar em projeto de GNL em Moçambique.

De acordo com a WoodMackenzie, o setor está mostrando sinais de otimismo para as fusões e aquisições em 2017, além de confirmar as previsões de que o ano seria de adaptação dos portfólios das companhias e de oportunidades para a compra de ativos a preços atrativos.

“As transações do dia 9 de março foram estimuladas pela busca das empresas por diminuir o custo da curva de óleo e aumentar a participação nos segmentos de foco”, explicou Tom Ellacott, vice-presidente sênior de pesquisa de análise corporativa da consultoria.

Ellacott explicou que os acordos fechados pela Shell demonstram que a companhia está levando a sério a remodelagem da companhia após a compra da BG, com a saída da petroleira de locais de produção mais cara e a busca por oportunidades em locais de baixo breakeven, como o pré-sal brasileiro, o Golfo do México e o tight oil da Bacia de Permian.

O pesquisador acredita que a petroleira anglo-holandesa conseguirá atingir a meta de desinvestir US$ 30 bilhões antes do final de 2018, sendo que até o momento as transações já anunciadas pela empresa somam US$ 19,4 bilhões.

Já o negócio fechado pela ExxonMobil foi apontado como uma boa oportunidade para a companhia americana, que adicionará 16,6 milhões de m³ de produção a partir da metade da próxima década. Tal negociação melhora as perspectivas de longo prazo da companhia e aumenta a participação do gás nas previsões para a produção.

A segunda-feira (3/3) também foi marcada por novos bons sinais para as fusões e aquisições no ano, com a compra da Amec Foster Wheeler pelo Wood Group, negócio de US$ 2,7 bilhões, e rumores de que Exxon e BP poderiam anunciar uma fusão.