As despesas com projetos em águas profundas chegarão a US$ 137 bilhões entre 2016 e 2020, 35% a menos em relação à última previsão feita pela Douglas-Westwood (DW), em março do ano passado. Segundo a consultoria, o cenário prolongado de volatilidade do preço do barril tem afetado o desenvolvimento de novos negócios.
Do total a ser investido no quinquênio, 38% serão destinados a atividades de perfuração e completação; 34%, para equipamentos de produção subsea, SURF (umbilicais submarinos, risers e linhas de fluxo), oleodutos e gasodutos; e 28% para unidades de produção flutuantes.
A África e as Américas concentrarão os investimentos, respondendo por 87% do capex em empreendimentos de águas profundas. Os projetos aprovados nas regiões, antes da atual cotação do petróleo, vão ajudar a manter os níveis de atividade, com expectativa para o desenvolvimento de bacias de gás da África Oriental no final do perãodo previsto.
A DW prevê uma queda na instalação de equipamentos submarinos em 2017 e 2018, com backlog caindo rapidamente e novas encomendas em níveis muito baixos. Em paralelo, a fabricação de novos equipamentos (OEM, na sigla em inglês) será afetada pelo menor volume de demanda.
O número de poços a serem perfurados ao longo dos próximos cinco anos diminuirá 3% em relação ao quinquênio anterior. Para a cadeia de fornecimento, a perspectiva é pela implementação de novas abordagens e tecnologias para desenvolvimentos em águas profundas com foco em eficiência e menor custo.