Segundo a Rystad Energy, noroeste da Europa concentrará investimentos nos próximos quatro anos
Por Lais Carregosa
Os investimentos de petroleiras em descomissionamento podem atingir US$ 42 bilhões até 2024, segundo estimativa da Rystad Energy. O noroeste da Europa será o mercado mais afetado por hibernações, com crescimento de 20% das atividades na região até 2022, caso os preços do barril não mostrem sinais de recuperação em breve.
No quinquênio, 23 ativos de produção no Mar Norte serão hibernados anualmente. O Reino Unido será responsável por 80% dos custos de descomissionamento esperados no período, seguido por Noruega (14%) e Dinamarca (4%).
A consultoria justifica a liderança do Reino Unido pelo número de campos maduros, ambiente regulatório rigoroso, resultados de exploração insatisfatórios e preços baixos do barril.
Grandes players como Shell, Total, Repsol e Premier Oil devem direcionarr 10% ou mais de seus gastos no Mar do Norte, nos próximos cinco anos, a atividades de descomissionamento, de acordo com a Rystad.
Entre os ativos com possibilidade de hibernação, o campo de Brent, da Shell, pode ser o maior ativo já descomissionado globalmente, representando desembolso de quase US$ 3 bilhões na próxima década.
A Rystad estima que 2,5 mil poços no Mar Norte serão abandonados até 2030, dos quais 1,5 mil no Reino Unido. Do total gasto para hibernações, 45% corresponde ao abandono de poços e 20% à remoção de plataformas.
No entanto, os baixos preços do barril podem reduzir custos, a exemplo da crise de 2014, quando as taxas de plataformas e embarcações caíram em 30% e 40%, respectivamente.
“Esperamos que as taxas de plataformas e embarcações também apresentem tendência de queda, com declínios provavelmente durando até 2022 ”, declarou o analista da Rystad Energy, Sumit Yadev.
Brasil
A Rystad não deu informações específicas sobre o Brasil em seu estudo. Recentemente, a ANP informou que R$ 26 bilhões em investimentos em descomissionamento no país devem ser destravados nos próximos cinco anos com o novo regramento das atividades publicado pela agência.
Fonte: Revista Brasil Energia