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Clippings - 28/07/16

US$ 50 bilhões ao ano para serviços offshore

A média mundial dos investimentos anuais em serviços offshore deve ficar em US$ 46,8 bilhões entre 2016 e 2020, de acordo com a Douglas-Westwood (DW). O valor representa uma queda de 25% em relação aos US$ 35,3 bilhões gastos no setor em 2014. De acordo com a consultoria, a partir de 2016 a área passará por um perãodo difícil devido aos poucos projetos aprovados durante a crise.

Segundo a DW, o mercado ainda sofre com a sobreoferta de sondas, mesmo após o sucateamento de diversas unidades recentemente ( Cortesia OGX )

Ao todo, as perfurações offshore caíram 8% em 2015 na comparação anual, e a expectativa é que em 2016 a retração seja de 9%. “Mesmo que o preço do barril tenha uma rápida recuperação, as atividades offshore permanecerão em baixa, um efeito do adiamento das decisões finais de investimentos de projetos de desenvolvimento em importantes bacias”, explicou a DW.

Todas as regiões devem apresentar quedas nos investimentos offshore até o final da década, com exceção do Oriente Médio, onde há a expectativa de um aumento anual de 5% a partir dos US$ 6,6 bilhões esperados para 2016.

“Isso será resultado da implementação do campo gigante de gás de South Pars e do desenvolvimento de campos maduros em alguns dos maiores projetos offshore do mundo, como Safaniya, na Arábia Saudita, e Upper Zakum, nos Emirados Árabes”, afirmou a consultoria.

Já na Ásia, a previsão é por uma queda de 9% nas atividades de perfuração em 2016, refletindo os cortes de investimentos da CNOOC, das majors e de companhias independentes que atuam na Indonésia e na Malásia.

A DW acredita que a redução global das atividades afetará negativamente as taxas diárias de sondas e, com isso, os gastos com sondas e equipes offshore deve diminuir 2% anualmente até 2020. A consultoria afirmou que o mercado ainda sofre com a sobreoferta, mesmo após o sucateamento de diversas sondas recentemente.

“Levando em consideração os cortes significativos nos gastos dos operadores na maioria dos ativos offshore e o excesso de sondas, vemos uma tendência de continuidade nos gastos para o restante da década, após as quedas de 2015 e 2016. Mesmo que o preço do barril se recupere, é improvável que os gastos voltem ao mesmo patamar de 2014 antes do fim da década”, afirmou a DW.